Política PSD propõe plataforma partidária para as grandes reformas. Só depois das eleições, responde PS

PSD propõe plataforma partidária para as grandes reformas. Só depois das eleições, responde PS

No final do encontro entre as delegações dos dois maiores partidos, António Costa disse que o país precisa de diálogo, mas frisou que o momento oportuno para acordos é depois das eleições do Outono. Marco António Costa contestou, acusando o PS de ter medo de se comprometer com soluções concretas antes de se submeter a votos.
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Eva Gaspar 05 de janeiro de 2015 às 13:47

O secretário-geral do PS, António Costa, esteve nesta manhã reunido com a direcção do PSD, tendo, no final do encontro, afirmado aos jornalistas ser importante acabar com a crispação política e abrir caminho a "entendimentos estratégicos", razão que, disse, o levou a iniciar uma ronda de contactos com os partidos e com os parceiros sociais para apresentar a sua "agenda para a década". Acordos concretos, só após as eleições do Outono, repetiu o também presidente da Câmara de Lisboa.

 

Marco António Costa, que recebeu o líder socialista em nome dos social-democratas, acusou, por seu turno, António Costa de "fugir à realidade", tendo afirmado à imprensa que este recusou "categoricamente" a proposta do PSD de integrar uma "plataforma partidária permanente" para acordar grandes reformas, designadamente da Segurança Social, do Estado e do sistema político. "Há todo

O PS tem medo de se comprometer com soluções concretas. Tornou-se no partido do abstracto.
 
Marco António Costa
PSD

um conjunto de temas que está há muito tempo a aguardar abertura do PS ao diálogo", mas o PS "quer é apenas estabelecer diálogo depois das eleições". "O PS tem medo de se comprometer com soluções concretas. Tornou-se no partido do abstracto", criticou o dirigente social-democrata.

 

António Costa disse estar de acordo sobre a necessidade de entendimentos alargados - "é importante que haja uma visão comum sobre a visão estratégica para o país. Uma visão que, percorrendo necessariamente várias legislaturas, deve ser um objectivo de convergência entre as várias forças" -, mas disse também que considera que o momento certo para falar de políticas concretas é depois dos portugueses irem a votos, "para que o país possa ter, depois do momento da escolha, o momento da convergência".

 

O líder do PS demarcou-se ainda dos apelos, recentemente renovados, do Presidente da República, considerando que não lhe parece "normal nem saudável" limitar a procura de acordos a "questões de natureza conjuntural" e "tentar subtrair" as escolhas dos portugueses.




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