Política PSD acusa António Costa de "coagir, condicionar e intimidar" jornalista do Expresso

PSD acusa António Costa de "coagir, condicionar e intimidar" jornalista do Expresso

Luís Montenegro levou a SMS que António Costa enviou ao director-adjunto do Expresso ao debate quinzenal. "As coisas começaram muito mal", comentou, estendendo a crítica à indisponibilidade de o PS levar o cenário macroeconómico à UTAO.
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Bruno Simões 06 de maio de 2015 às 16:34

 

A mensagem escrita que António Costa enviou ao director-adjunto do Expresso na passada semana foi usada como argumento, pelo PSD, para criticar a "arrogância democrática" do PS. Primeiro, porque os socialistas se recusam ao "de escrutínio das propostas do PS" pela Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO). Depois, porque limitar a liberdade de imprensa merece "uma denúncia clara".

 

"O PS tem convivido mal com esta pretensão legítima de escrutinarmos as propostas do PS. Tem havido uma deriva para a arrogância", acusou Luís Montenegro.

 

"As coisas começaram mesmo muito mal. Quando o dr. António Costa tenta coagir, condicionar ou intimidar o exercício da liberdade de imprensa, o pronúncio merece uma denúncia clara", declarou. "Onde está o PS que tanto fustigou o ex-ministro Miguel Relvas, que o chamou ao Parlamento para explicar o conteúdo de um pretenso telefonema? Onde estão essas vozes que emergem para falar da liberdade de imprensa?", questionou.

 

"Creio que o país está mesmo confrontado com indecorosa duplicidade de critérios. Assume essa duplicidade? O dr. António Costa tem um direito especial que outros não tiveram? Tem anuência para intimidar jornalistas que escrevem coisas de que não gosta?", prosseguiu nas críticas.

 

"O PS e o dr. António Costa reconhecem humildemente esse excesso ou assumem uma postura de arrogância democrática? Não é uma questão de trica política nem pessoal. Corresponde à linha que define, de uma forma inexorável, toda uma cultura de poder. Isso interessa a todos", concluiu. 

 
Conheça o sms que António Costa enviou ao director-adjunto do Expresso

A polémica mensagem foi enviada por António Costa a João Vieira Pereira, director-adjunto do Expresso, a 25 de Abril, segundo divulgou este último na última edição do semanário.

 

A mensagem foi a seguinte: "Senhor João Vieira Pereira. Saberá que, em tempos, o jornalismo foi uma profissão de gente séria, informada, que informava, culta, que comentava. Hoje, a coberto da confusão entre liberdade de opinar e a imunidade de insultar, essa profissão respeitável é degradada por desqualificados, incapazes de terem uma opinião e discutirem as dos outros, que têm de recorrer ao insulto reles e cobarde para preencher as colunas que lhes estão reservadas. Quem se julga para se arrogar a legitimidade de julgar o carácter de quem nem conhece? Como não vale a pena processá-lo, envio-lhe este SMS para que não tenha a ilusão que lhe admito julgamentos de carácter, nem tenha dúvidas sobre o que penso a seu respeito. António Costa".




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