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PSD diz que ataque a Cavaco mostra "desespero e embaraço" do PS

O vice-presidente do PSD sustentou hoje que o PS mostra desespero com as eleições presidenciais e embaraço com o seu candidato, Manuel Alegre.

Lusa 10 de Setembro de 2010 às 14:37
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O vice-presidente do PSD, Jorge Moreira da Silva, sustentou hoje que o PS mostra desespero com as eleições presidenciais e embaraço com o seu candidato, Manuel Alegre, ao atacar o actual Presidente da República, Cavaco Silva.

Jorge Moreira da Silva comentou desta forma a carta enviada pela dirigente nacional socialista Edite Estrela aos militantes do PS, na qual, segundo o Diário de Notícias, Cavaco Silva é acusado de ter feito um mandato no qual "foram frequentes as quezílias, intrigas e até campanhas, dirigidas por assessores da sua confiança", com o objectivo de "atingir a idoneidade do Governo e do primeiro ministro".

"Lamentamos esta carta. É um sinal de desespero. Não é um sinal de maturidade política. O PS está a tentar esconder o seu candidato e, à falta de bons argumentos para o defender, está a tentar denegrir o actual Presidente da República", declarou Jorge Moreira da Silva à agência Lusa.

Questionado sobre a referência feita na carta de Edite Estrela ao "caso das escutas", das alegadas suspeitas da Presidência da República de que estaria a ser vigiada pelo Governo, Jorge Moreira da Silva respondeu: "Quando as organizações estão desesperadas usam todo o tipo de argumentos, menos os de base racional".

"O Presidente da República não precisa de quem o defenda. Os portugueses conhecem-no, conhecem o seu mandato, sabem como valorizou temas de modernidade e de solidariedade. Mas, pelos vistos, o PS precisa muito de atacar o professor Cavaco Silva para não ter de defender Manuel Alegre", acrescentou.

Assinalando que, "para o PS, já começou a pré-campanha" para as presidenciais de 2011, Jorge Moreira da Silva considerou que "o que os portugueses desejariam" que esta se fizesse "pela positiva" e não fosse transformada "num ataque, em termos poucos elegantes, a outros candidatos".

O vice-presidente do PSD sustentou que esta carta reforça "o embaraço que o PS mostra com a escolha que fez para candidato presidencial", Manuel Alegre, que "não descola em termos de adesão popular e tem posições políticas muito mais alinhadas com as do Bloco de Esquerda do que com as do próprio PS e do Governo".

Jorge Moreira da Silva apontou, como exemplo, a decisão tomada pelos ministros das Finanças da União Europeia, incluindo o português, de haver um parecer prévio aos orçamentos dos Estados-membros, "decisão que foi contestada pelo Bloco de Esquerda e por Manuel Alegre".

De acordo com o Diário de Notícias, na carta aos militantes do PS Edite Estrela apela para a colaboração na recolha de assinaturas para a candidatura do "camarada Manuel Alegre", que apresenta como um "histórico do PS", uma "referência do Portugal democrático" e alguém que "dá garantias a todos os portugueses de que o Estado social" vai ser "preservado e defendido" e "dá condições de estabilidade à acção governativa".

Quanto ao actual Presidente da República, Edite Estrela acusa-o de "dificultar, aberta ou dissimuladamente", a acção do Governo, de "obstruir deliberadamente muitas medidas constantes do programa eleitoral sufragado pelo povo português" e alega que a sua eventual reeleição "abrirá as portas a um Governo do PSD".

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