Política PSD diz que já foi “possível alcançar acordo” com a troika

PSD diz que já foi “possível alcançar acordo” com a troika

A Comissão Permanente do PSD diz que, depois do que foi aprovado este domingo, já foi “possível alcançar um acordo, entre Governo e a troika”, relativo à sétima avaliação do programa de ajustamento português.
PSD diz que já foi “possível alcançar acordo” com a troika
Negócios 12 de maio de 2013 às 19:55

“Essa conclusão é essencial, não apenas para a transferência de mais uma tranche de financiamento trimestral, mas também para a confirmação da decisão, em simultâneo para Portugal e para a Irlanda, do alongamento dos prazos de pagamento dos empréstimos contraídos por Portugal, facilitando o regresso ao financiamento através do mercado”, refere o comunicado, citado pelo “Diário de Notícias”.

 

Passos Coelho convocou este domingo um conselho de ministros para chegar acordo sobre as medidas a adoptar para concluir a sétima avaliação do programa de ajustamento português.

 

A conclusão da sétima avaliação ficou suspensa à espera que o Tribunal Constitucional se pronunciasse sobre algumas medidas que estavam incluídas no Orçamento do estado para 2013. Contudo, com o chumbo de medidas como o corte dos subsídios aos funcionários públicos e reformados, e que no total criou um "buraco" de cerca de 1.300 euros nas contas públicas.

 

Passos Coelho já anunciou um conjunto de medidas para colmatar este valor e que passa por cortes de despesa nos Ministérios, aumento da idade de reforma a partir da qual se tem acesso à pensão a 100%, redução de funcionários públicos, aumento de horas de trabalho para a função pública e a convergência entre as pensões já em pagamento públicas e privadas.

 

Contudo, a medida que mais polémica causou dentro do Executivo foi a contribuição de sustentabilidade do sistema de pensões, com o ministro Paulo Portas a afirmar que não aprovaria uma medida destas.

 

No último domingo, 5 de Maio, Paulo Portas afirmou em conferência de imprensa que “o primeiro-ministro sabe e creio ter compreendido. Esta é a fronteira que não posso deixar passar”, afirmou Portas em conferência de imprensa no largo do Caldas, argumentando que a uma contribuição sobre as pensões afecta mais de 3 milhões de pensionistas, “num país em que parte da pobreza está nos mais velhos” e que cada vez mais os “avós têm que ajudar os filhos”. “Queremos uma sociedade que não descarte os mais velhos”, afirmou.




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