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PSD diz-se orgulhoso e sem medo de ir a votos, PCP e BE acusam Governo de servir a banca

O PSD assinalou esta quinta-feira dois anos desde as últimas legislativas dizendo-se orgulhoso da governação e sem medo de ir a votos, enquanto PCP e BE acusaram o Governo de ter atuado ao serviço da banca.

Lusa 06 de Junho de 2013 às 18:41
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Numa declaração política no parlamento, o líder da bancada social-democrata, Luís Montenegro, defendeu que foram conseguidos progressos nas contas públicas, na balança externa, na saúde, na execução dos fundos europeus, na organização do Estado, na justiça, na diplomacia económica e no apoio às empresas, embora isso tenha exigido sacrifícios e subsistam problemas.

 

A oposição contestou este balanço, reiterando a defesa de eleições legislativas antecipadas. O CDS-PP declarou estar de acordo com o diagnóstico feito pelo PSD, sem desenvolver o tema.

 

"Se temos uma convicção profunda que equivale ao orgulho naquilo que estamos a fazer? Temos, sim senhor", afirmou Luís Montenegro.

 

O líder parlamentar do PSD alegou que, com a perspectiva de recuperação da soberania financeira em Junho de 2014, as reformas e a redução da despesa pública realizadas, a actual coligação não vai ter medo nem vergonha de prestar contas no final do seu mandato.

 

"Este é um Governo e uma maioria que não vão ter qualquer problema em ir para o debate público, hoje neste parlamento, amanhã na campanha eleitoral, seja ela quando for, ainda que eu esteja convicto de que será em 2015", acrescentou.

 

Na sua intervenção, Luís Montenegro descreveu o período da anterior governação do PS como uma "grande festa" de despesismo e apelou à actual liderança socialista para que assuma as suas responsabilidades e colabore com a actual maioria, apelo subscrito pelo líder parlamentar do CDS-PP, Nuno Magalhães.

 

Na resposta, o líder parlamentar do PS, Carlos Zorrinho, contrapôs que "Portugal não tem Governo", que este executivo "só sabe amputar" e que os últimos dois anos "pareceram várias décadas", pelos retrocessos que produziram, insistindo em novas eleições.

 

O deputado do PCP António Filipe considerou que nada há para comemorar e que cada dia a mais com este Governo é um dia a menos para os portugueses. O líder parlamentar do BE, Pedro Filipe Soares, falou em dois anos de défice, desemprego e dívida descontrolados.

 

Antes, o deputado do PCP João Oliveira fez uma declaração política acusando a coligação PSD/CDS-PP de governar ao serviço da banca, com políticas que "apenas servem os interesses de uma minoria de poderosos, prejudicando os interesses da imensa maioria que é o povo", apontando os casos do BPN, dos contratos financeiros de alto risco em empresas públicas e do Banif.

 

Esta intervenção recebeu o apoio da deputada do BE Ana Drago, e foi contestada pelos deputados do CDS-PP João Almeida e do PSD Hugo Soares. O PS ficou em silêncio neste debate.

 

João Oliveira começou por salientar que, em Setembro de 2011, cinco ex-administradores do BPN foram absolvidos de uma indemnização pedida pelo Estado porque "a acção foi intentada no tribunal errado", acrescentando: "Não se conhece uma única medida do Governo para pedir responsabilidades por este 'presente processual' que absolveu os ex-administradores do BPN".

 

Depois, referiu-se aos contratos financeiros de alto risco assinados por administradores de empresas públicas, assinalando que "a exigência de destituição daqueles administradores passou afinal a um convite sussurrado para que apresentem a sua própria demissão".

 

Quanto à injecção de capital público no Banif, o deputado do PCP destacou que se soube entretanto que este banco "poderá não pagar no final de Junho ao Estado a primeira tranche do empréstimo" e "vai pedir ao Governo o adiamento do prazo" para a recapitalização que se comprometeu a fazer.

 

"O que estes factos confirmam é a prática política de um Governo de capatazes da banca, dos grupos económicos e da troika estrangeira", sustentou.

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