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PSD: PS revelou incoerência ao fazer uma "gritaria" por causa de carta de Cameron

O vice-presidente do PSD Jorge Moreira da Silva acusou hoje o PS de ter revelado incoerência ao fazer uma "gritaria" por Portugal ter ficado fora da carta promovida pelo primeiro-ministro do Reino Unido.

Lusa 27 de Fevereiro de 2012 às 15:15
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"O que me parece sintomático é alguma gritaria que eu fui ouvindo, em particular por parte do PS, quanto ao facto de Portugal não ter assinado a famosa carta proposta pelo primeiro-ministro [David]Cameron ser incompatível com a mesma gritaria que ouvi da parte do PS contra o mesmo primeiro-ministro Cameron, acusando-o de falta de europeísmo quando optou por não assinar o tratado de consolidação e estabilização do euro em Dezembro último", declarou.

Jorge Moreira da Silva fez esta declaração aos jornalistas no final de uma reunião entre dirigentes do PSD e o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, em São Bento, no âmbito da preparação do Conselho Europeu desta semana.

O vice-presidente do PSD defendeu que tem havido consenso na União Europeia quanto à forma de combater a actual crise e apontou como "externo a esse consenso um certo proteccionismo do sistema financeiro inglês", que "foi a razão por que o Governo inglês optou por não assinar o tratado".

Em contraste, "Portugal tem uma posição mais próxima de um aprofundamento económico, financeiro e político da União Europeia do que a opção inglesa, no caso específico do sistema financeiro", acrescentou, concluindo que "não vem daí nenhum drama, mas a verdade é que há aqui uma diferença pontual nessa matéria".

Embora considerando-a "meritória", Jorge Moreira da Silva desvalorizou a carta dirigida às instituições europeias promovida David Cameron e assinada por doze primeiros-ministros da União Europeia, que Passos Coelho não foi convidado a assinar.

No seu entender, trata-se de "uma carta perfeitamente normal no quadro europeu", onde estas iniciativas são" recorrentes", além disso "é uma repetição de uma carta de há ano atrás" e, "no essencial", não contraria a agenda da União Europeia em matéria de crescimento e emprego.

Segundo Jorge Moreira da Silva, o Conselho Europeu vai precisamente ser dedicado à "agenda de crescimento e emprego", deixando para segundo plano a "crise iminente na zona euro", para a qual alegou ter sido encontrada "uma resposta de curto prazo" nos últimos meses.

"Depois de muito tempo marcado por uma agenda relacionada com uma situação de emergência, este Conselho traduz uma certo regresso à normalidade dos conselhos europeus", congratulou-se.

O secretário-geral do PSD, José Matos Rosa, e o vice-presidente da bancada social-democrata António Rodrigues participaram também nesta reunião com o primeiro-ministro realizada no âmbito da preparação do Conselho Europeu.



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