Política PSD só aceita falar com o Governo caso este reverta as “políticas erradas”

PSD só aceita falar com o Governo caso este reverta as “políticas erradas”

O caminho que o Orçamento do Estado segue é “errado” e é o mesmo que conduziu Portugal a um resgate em 2011, avisa o PSD. Os social-democratas só aceitam conversar com o Governo caso essa políticas sejam revertidas.
PSD só aceita falar com o Governo caso este reverta as “políticas erradas”
Pedro Elias/Negócios
Bruno Simões 28 de março de 2016 às 19:09

O PSD não ficou surpreendido com a promulgação do Orçamento do Estado para este ano, anunciada esta tarde por Marcelo Rebelo de Sousa, até porque "não há memória de um Presidente não promulgar um OE", afirmou José Matos Correia, vice-presidente do PSD. O social-democrata aproveitou para enfatizar "dois pontos importantes" da comunicação de Marcelo: "a exigência quanto à boa execução do Orçamento e ao cumprimento das suas metas" e um apelo à "estabilidade política, económica e social".

 

Para Matos Correia, "o modelo inspirador deste OE é errado, baseia-se no crescimento do consumo privado e público" e esse modelo "no passado conduziu o país ao resgate de 2011". "A promoção da melhoria de vida das pessoas deve ser o objectivo, a questão é saber como se promove melhor: se através deste modelo errado, se através de um alternativo, baseado no crescimento das exportações" ou no "aumento do investimento privado". Este é em suma "um mau caminho".

 

Questionado pelos jornalistas sobre a possibilidade de o PSD poder firmar entendimentos com o Governo, por exemplo no Plano Nacional de Reformas, Matos Correia estabeleceu uma condição: o Governo tem de recuar. "Se o documento apontar para o caminho que acabei de criticar… estamos disponíveis para conversar assim o Governo esteja disponível para reverter as políticas erradas". E que políticas são essas? "São políticas imprudentes, que apontam um modelo errado e têm condições para fazer regressar o país à situação de 2011", assinalou.

 

"A bola está do lado do Governo", porque "o Governo é que disse que tem condições, com base nos acordos que fez, para governar e cumprir os objectivos com que se comprometeu", rematou.

 

Ainda assim, Matos Correia disse que é essencial que o Governo cumpra as metas. "O Governo tem o seu orçamento, o que se exige é que o execute adequadamente e que seja capaz de pelo menos cumprir dois objectivos: o de fortalecer as contas públicas" e garantir que as metas "são cumpridas". "Veremos se o Governo é capaz de o fazer", finalizou.




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