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Passos Coelho: “Quem está a pagar a factura mais pesada não são as pessoas com mais baixos rendimentos”

A classe média e as pessoas com mais altos rendimentos são aquelas que, de acordo com o primeiro-ministro, estão a ser mais castigadas pelas medidas de austeridade implementadas em Portugal.

Bruno Simão/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 09 de Outubro de 2013 às 21:54
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Pedro Passos Coelho garante que as pessoas com menores rendimentos estão a ser protegidas “o mais possível” e que a classe média e os mais ricos são aqueles que estão a ser mais chamados a contribuir para que Portugal saia da actual situação financeira.

 

“Quem está a pagar a factura mais pesada, nos tempos difíceis que estamos a viver, não são as pessoas que têm baixos rendimentos. Essas têm sempre dificuldades e nós tentámos protegê-las o máximo possível”, declarou o primeiro-ministro no programa de entrevistas feitas por cidadãos na noite desta quarta-feira, na RTP1. A entrevista aconteceu numa altura em que se fala de cortes das pensões de sobrevivência.

 

Para Passos Coelho, “quem está a suportar o peso todo desta crise é justamente a classe média e aqueles que têm maiores rendimentos”, defendeu, quando questionado por uma desempregada que disse viver com um rendimento líquido de 1.100 euros e dois filhos em idade de ensino superior que estudam fora da sua cidade natal.

 

O líder do Executivo assegurou, na referida entrevista (que foi adiada para não se realizar antes das eleições autárquicas de 29 de Setembro), ter consciência das “imensas dificuldades” que muitos portugueses vivem. “Não tenha dúvida disso”, asseverou.


“O que espero é que, até ao final do primeiro semestre do próximo ano, o período de emergência possa ser encerrado e possamos ter um período de um crescimento melhor do que o que tivemos no passado”, continuou Passos Coelho, referindo-se a Junho de 2014, data prevista para a conclusão do programa de ajustamento económico e financeiro.

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