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"Greve geral vai ser um momento de grande significado sindical, político e democrático”

"Eu penso que a greve geral vai ser um momento de grande significado sindical, político e democrático", afirmou Manuel Alegre.

Lusa 07 de Novembro de 2010 às 01:04
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O candidato à Presidência da República Manuel Alegre afirmou hoje que a greve geral de 24 de Novembro será “muito importante” se funcionar como “alerta à sociedade e como factor capaz de criar uma nova dinâmica social”. “Eu penso que a greve geral vai ser um momento de grande significado sindical, político e democrático”, afirmou Manuel Alegre.

O candidato a Belém, que intervinha no encerramento do IX Congresso da Corrente Sindical Socialista da CGTP, sublinhou ter tido “sempre uma posição muito clara” relativamente ao direito à greve e considerou “curioso que ninguém” tenha confrontado Cavaco Silva sobre a iniciativa de dia 24.

“A minha posição é muito clara, eu sempre defendi o direito à greve e considero muito importante esta greve geral, não apenas como manifestação da liberdade de expressão e do direito de protesto, mas como alerta à sociedade e como um factor capaz de criar uma dinâmica nova, social, que abra o caminho à mudança e que abra o caminho à procura de novas soluções e de alternativas sociais”, declarou.

O candidato presidencial apoiado pelo PS e pelo BE teceu um cenário dramático da situação do país e defendeu que “com políticas de austeridade, com recessão, com desemprego e com agravamento das desigualdades, não sairemos deste círculo vicioso”.

“A recessão traz recessão, a austeridade traz austeridade, o desemprego traz desemprego, nós precisamos é de políticas de emprego e de crescimento económico”, advogou.

“Estão-nos a impor as mesmas receitas que provocaram a crise e, portanto essas receitas vão continuar a agravar a crise, as desigualdades, a pobreza, o desemprego”, acrescentou.

No seu discurso, Alegre manifestou-se preocupado com o futuro das camadas mais jovens da sociedade e considerou que a batalha de um candidato a chefe de Estado ou de um presidente da República em funções é procurar “mudar as condições concretas de vida, para que os jovens possam viver com confiança no nosso país e ter um lugar no futuro”.

“A mim custa-me muito, porque tenho filhos e netos, ver a dificuldade com que se debatem hoje os nossos jovens, não só para arranjarem o primeiro emprego, mas a precariedade que é a vida deles, a falta de confiança no futuro, deles próprios e do país, essa é uma coisa que me dói muito e que me angustia muito”, disse.

Usando a sua geração como termo comparativo, Manuel Alegre afirmou que “hoje a juventude está mais fragmentada”: Hoje cada um olha para si próprio e procura a salvação, não podemos permitir que eles não tenham um lugar ao sol no nosso país”.

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