Política Rajoy: Ao PP, PSOE e Cidadãos “é mais o que nos une, do que o que nos separa”

Rajoy: Ao PP, PSOE e Cidadãos “é mais o que nos une, do que o que nos separa”

O chefe do Governo em funções acredita que um acordo amplo entre o PP, o PSOE e os Cidadãos daria estabilidade a Espanha, "seria uma boa mensagem para os mercados" e daria aos investidores "uma boa imagem do país".
Rajoy: Ao PP, PSOE e Cidadãos “é mais o que nos une, do que o que nos separa”
Reuters
Rita Faria 05 de janeiro de 2016 às 12:22

O presidente do Governo espanhol em funções, Mariano Rajoy, não fecha a porta à possibilidade de abordar qualquer questão nas negociações com o PSOE - incluindo a revisão da Constituição - com vista à formação de um Executivo estável e duradouro, que poderia ser garantido através da aliança entre o PP, o PSOE e o Cidadãos. "Não fecho a porta a nada", admitiu Rajoy esta terça-feira, 5 de Janeiro, em entrevista à rádio COPE, citada pelo El País.

 

"Com mais de 200 deputados é possível fazer uma reforma de consenso", acrescentou o chefe do Governo sobre a possibilidade de conseguir o apoio dos 253 deputados eleitos das três forças políticas. "É uma grande oportunidade, estaríamos obrigados a chegar a um acordo e a ceder".

 

Rajoy insistiu na necessidade de "respeitar" o resultado das eleições de 20 de Dezembro e defendeu a sua tese de que a melhor opção é a constituição de um Governo encabeçado pelo PP, em aliança com o PSOE e o Cidadãos, forças políticas que estão de acordo nos "temas essenciais".

 

Pelo contrário, advertiu, um Governo dos socialistas com a "extrema-esquerda" e os partidos nacionalistas seria "mau para os interesses de Espanha, geraria instabilidade e não seria bom nem para a economia nem para a política" do país.

 

O chefe do Governo em funções garantiu ainda que nenhuma força política exigiu que deixasse de ser candidato a primeiro-ministro, algo que seria, em qualquer caso, "duvidosamente democrático", segundo Rajoy, que considera que ao PP, PSOE e Cidadãos une-os "o fundamental", que é a unidade de Espanha, a soberania nacional, a política externa e de defesa e "o grande objectivo de crescer e criar emprego".

 

"São mais as coisas que nos unem, do que as que nos separam", sublinhou.

 

Nas negociações com o PSOE "não se trata de ceder em nada, mas procurar coisas que possamos fazer em conjunto ao longo dos próximos quatro anos", sendo que o mais importante é "uma política económica que gere confiança, credibilidade e estabilidade". De qualquer forma, "há mil coisas" em que Rajoy não cederia, tal como acontece com o PSOE, garante Rajoy. Entre elas está a unidade de Espanha, algo que faz parte do "ADN" de ambos os partidos.

 

O líder do PP insistiu que um acordo amplo entre o seu partido, o PSOE e os Cidadãos daria estabilidade a Espanha, "seria uma boa mensagem para os mercados" e daria aos investidores "uma boa imagem do país".

 

Depois do breve período de férias na Galiza, o presidente do Governo espanhol em funções vai retomar a sua agenda de contactos com os partidos políticos para garantir a sua investidura. As conversações ficarão marcadas também pela situação da Catalunha, depois de o partido de extrema-esquerda CUP ter rejeitado apoiar Artur Mas na presidência da Catalunha e ter forçado novas eleições, que deverão ter lugar em Março.




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