Economia Rajoy continua a receber 870 euros por mês para alojamento e manutenção

Rajoy continua a receber 870 euros por mês para alojamento e manutenção

O chefe do governo espanhol vive com a família no palácio da Moncloa, em Madrid, mas continua a receber o montante pago aos deputados destinado a "cobrir despesas".
Negócios 19 de julho de 2012 às 16:31
Mariano Rajoy, que conjuga o cargo de presidente do governo espanhol com o de deputado por Madrid, continua a receber mensalmente os 870,56 euros que o Congresso paga para "despesas de alojamento e manutenção na capital", apesar de viver com a sua família no palácio da Moncloa, salienta o "El Confidencial" na sua edição de hoje.

"O líder do PP não cobra o salário de deputado porque a lei impede que receba dois salários da Administração Pública, mas recebe o montante mensal para 'cobrir despesas' que é pago a todos os deputados: 1.823,86 euros para os que vivem fora de Madrid e 870,56 euros para os que vivem na capital, como é o caso de Rajoy".

Fontes do Congresso disseram ao "El Confidencial" que esse montante para alojamento e despesas de manutenção está isento de tributação e não tem carácter salarial, pelo que é compatível com o salário de Rajoy como primeiro-ministro e que ascende actualmente a 72.600,36 euros por ano.

Na semana passada, recorda o diário, o governo espanhol anunciou o ajustamento orçamental mais severo da democracia, que inclui drásticos cortes nos salários dos funcionários públicos, nos subsídios aos desempregados e nos abonos aos dependentes, além de uma subida de impostos.

Enquanto Rajoy conjuga o seu salário de presidente do governo com o pagamento do Congresso, os ex-ministros e ex-altos cargos já não poderão receber em simultâneo, como acontecia até agora, um salário público ou privado e a indemnização que recebiam durante os dois anos posteriores à saída do cargo, que equivalia a 80% da remuneração que auferiam quando estavam no activo. O decreto do ajustamento aprovado na semana passada terminou com esta situação, relembra o "El Confidencial".

A medida afecta cerca de vinte ex-ministros de José Luis Rodríguez Zapatero, que perderam essa indemnização pelo facto de receberem como deputados, por ocuparem outros cargos públicos remunerados ou por trabalharem no sector privado.



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