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Ramalho Eanes: UE deve respeitar vontade democrática da Grécia e dialogar sem preconceito

O antigo Presidente da República António Ramalho Eanes defendeu esta quinta-feira à agência Lusa que a União Europeia tem de respeitar "a vontade democrática da população" grega e deve dialogar sem preconceito com o novo Governo de Atenas.

Pedro Elias/Negócios
Lusa 26 de Fevereiro de 2015 às 12:40
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As posições de Ramalho Eanes foram assumidas à margem de uma conferência sobre "Portugal no 1.º Quartel do Século XXI - Estratégias Rumo ao Futuro", na fundação Calouste Gulbenkian.

 

O antigo chefe de Estado não quis comentar as posições recentes do Governo português, mas sublinhou que é preciso "respeitar as convicções" do executivo liderado por Alexis Tsipras nas negociações com as instituições europeias.

 

"Em relação à Grécia houve uma manifestação da vontade democrática da população, há um Governo que expressa essa vontade democrática, há que respeitar essa democracia e há que ter com a Grécia um diálogo que não seja um diálogo de preconceito", afirmou o general.

 

Ramalho Eanes considerou ainda que "o sobressalto" nas negociações com Bruxelas se deve à falta de clareza na análise do programa de austeridade grego, "vendo aquilo que esteve mal e é necessário emendar" e "vendo aquilo que se aplicou e é necessário manter".

 

"Não creio que esse trabalho tenha sido feito dessa maneira e isso é naturalmente prejudicial", disse.

 

"A Europa para se poder unificar e ser uma potência tranquila no contexto mundial tem de olhar para si e para aquelas que são as suas necessidades políticas, sociais e económicas de uma maneira clara e solidária", acrescentou António Ramalho Eanes.

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