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Reacções à saída de Carvalho da Silva

Carvalho da Silva vai deixar de ser secretário-geral da CGTP, ao fim de 25 anos. Veja algumas das reacções

Negócios com Lusa 27 de Janeiro de 2012 às 14:03
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Francisco Louçã, dirigente do Bloco de Esquerda, à Lusa:

"Estes anos em que Carvalho da Silva dirigiu a CGTP foram muito importantes para o sindicalismo português porque trouxeram o sindicalismo para uma reflexão profunda sobre o trabalho e sobre a sociedade em que ele participou intensamente e, sobretudo, num esforço de juntar, de fazer convergir de uma forma unitária e expressiva um grande movimento social que é o movimento dos trabalhadores".

"No ano em que novas formas de despedimento, embaratecimento do trabalho, de precarização e de flexibilização se tornam uma espécie de código genético da vida dos portugueses, esta luta pela democracia, esta exigência do respeito da dignidade da trabalhadora e do trabalhador, dos mais jovens e dos mais velhos, é absolutamente essencial e Carvalho da Silva foi uma figura central em todo este combate. E agora que termina o seu mandato, acho que lhe devemos agradecer e sublinhar o papel que ele teve nesse contexto".

Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP, à Lusa
"Manuel Carvalho da Silva, pelas destacadas responsabilidades que assumiu na direção da CGTP-IN, merece a devida valorização, confiando que, no quadro de substituição das suas responsabilidades, não deixará de contribuir para o êxito da luta da CGTP-IN, da sua ação na defesa dos direitos dos trabalhadores, das suas causas, valores e objetivos".

"A fundação, ação e luta da CGTP-IN constituiu e constitui uma das obras mais notáveis do movimento operário português só possível pelo empenho, participação e intervenção de milhares de dirigentes e ativistas antes e depois da revolução de Abril. Dirigentes e ativistas não com diversas categorias mas com diversas responsabilidades".

Bagão Félix, ex-ministro do Trabalho, à Lusa

"É um sindicalista puro e duro. É uma pessoa que acredito que sinceramente acredita naquilo que defende e isso abona a seu favor, em termos da autenticidade. O principal problema dele é estar há demasiado tempo no lugar".

"Do ponto de vista sindical, é um osso duro de roer: além de ser hábil, do ponto de vista negocial, estuda muito os assuntos, estuda bem, faz-se assessorar também com qualidade e, portanto, teve, ao longo deste tempo todo, uma preparação muito grande", que "mais ninguém teve".
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