Política Rei de Espanha anuncia nova ronda de audições com os partidos para tentar formar governo

Rei de Espanha anuncia nova ronda de audições com os partidos para tentar formar governo

Os partidos políticos vão ser recebidos por Felipe VI nos dias 25 e 26 de Abril. O monarca quer saber se há condições para nomear um candidato que garanta o apoio necessário. Caso contrário, vai dissolver as câmaras e convocar novas eleições.
Rei de Espanha anuncia nova ronda de audições com os partidos para tentar formar governo
Reuters
Negócios 12 de abril de 2016 às 11:40

O rei de Espanha vai realizar uma nova ronda de audições com os representantes dos partidos, depois do fracasso das negociações do PSOE para formar governo.

A decisão foi anunciada esta terça-feira, 12 de Abril, pelo monarca espanhol a Patxi López, presidente do Congresso dos Deputados, o órgão equivalente à Assembleia da República.

Segundo o comunicado do Palácio da Zarzuela, o objectivo da terceira ronda de audições é constatar se existem condições para o rei propor um candidato à presidência do Governo que "conte com os apoios necessários" para obter a confiança do Congresso dos Deputados. Na ausência de uma proposta de candidato, o monarca vai "proceder à dissolução de ambas as câmaras e convocar eleições gerais".

No próximo dia 21 de Abril, o presidente do Congresso deverá comunicar ao rei os nomes dos representantes designados pelos grupos políticos e, no mesmo dia, o Palácio da Zarzuela comunica a agenda das reuniões, que serão realizadas a 25 e 26 de Abril.

Se destas audiências resultar um nome com garantias de superar a investidura, o candidato apresenta-se perante o Congresso para uma primeira votação. Se não conseguir recolher o apoio de pelo menos 176 deputados, 48 horas depois da primeira votação terá lugar uma segunda, em que basta uma maioria relativa para assegurar a investidura.

A data limite para a eleição do novo presidente do Governo é 2 de Maio, dois meses depois da primeira tentativa falhada de investidura do líder do PSOE, Pedro Sánchez.

Caso não haja nenhum candidato com condições para garantir o apoio necessário, o rei procederá à dissolução das câmaras parlamentares e convocará novas eleições gerais.

 

 

 

 

 




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