Política Rio justifica viabilização das leis laborais com "interesse nacional"

Rio justifica viabilização das leis laborais com "interesse nacional"

O presidente do PSD, Rui Rio, justificou hoje a viabilização da proposta de lei do Governo sobre leis laborais com o "interesse nacional", dizendo não estar preocupado se tal significa um apoio às posições do PS.
Rio justifica viabilização das leis laborais com "interesse nacional"
Lusa 18 de julho de 2018 às 14:24

"Não tenho preocupação rigorosamente nenhuma se o nosso voto é mais a favor do que o PS queria ou mais contra. O meu voto é movido por aquilo que é o interesse nacional", afirmou Rui Rio, salientando que a proposta do Governo se baseia no acordo alcançado na concertação social entre a UGT e as entidades patronais.

 

Questionado se teme que a viabilização pelo PSD - através da abstenção - da proposta de lei do Governo que altera as leis laborais possa ser mal-entendida pelos eleitores ou críticos internos, Rio disse não estar preocupado com isso.

 

"Se estiver a dizer 'é do Governo, logo sou contra', isso não acrescenta nada ao desenvolvimento do país. Então se sou igual aos outros, não estou aqui a fazer nada, vem outro", afirmou, no final de uma reunião no Tribunal de Contas (TdC), no âmbito da ronda pelos agentes da justiça que iniciou em maio.

 

O líder do PSD voltou a alertar o Governo que, se na discussão na especialidade, o acordo de concertação for "desvirtuado" o voto do PSD poderá mudar da abstenção para o voto contra.

 

No final da reunião, que demorou cerca de duas horas, Rio apelou ao "sentido de Estado e elevação" dos partidos para que seja possível uma "reforma da justiça a sério".

 

"Esta é a última reunião formal e agora vamos entrar numa fase mais delicada (...) Temos de ter particular cuidado porque quero que os outros partidos possam aderir a um documento que não quero impor como meu", afirmou.

 

Rio admitiu que o PSD irá "começar agora" esse trabalho com os partidos, mas sem esclarecer se se tratarão de reuniões formais ou contactos informais, nem qual será o calendário da discussão.

 

"Vamos ver se temos comportamentos com sentido de Estado e elevação para que todos nos possamos reunir em torno de um documento que depois é de todos", apelou.

 

Rui Rio salientou a importância do TdC no "rigor das contas públicas", quer locais quer centrais, e destacou a importância do papel do Conselho para a Prevenção da Corrupção, que funciona junto deste organismo.

 

Na reunião de hoje, foram debatidas matérias como os limites da responsabilidade financeira dos autarcas e projectos para a cidadania no âmbito da corrupção no ensino básico e secundário.




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