Política Rio recandidata-se à presidência do PSD e lidera bancada parlamentar até ao congresso

Rio recandidata-se à presidência do PSD e lidera bancada parlamentar até ao congresso

"Não estou disponível para voltar a enfrentar deslealdades e permanentes boicotes internos", deixou claro Rui Rio na declaração onde assumiu que é candidato à liderança do PSD. O responsável vai assumir a liderança da bancada parlamentar até ao congresso do partido, onde será entronizado o novo líder.
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Rui Rio vai recandidatar-se à presidência do PSD, anunciou o líder social-democrata em conferência de imprensa realizada para o efeito. "A minha não recandidatura pode levar o partido à fragmentação", afirmou. 

Três semanas depois das legislativas em que os sociais-democratas registaram um dos piores resultados eleitorais de sempre, Rio desfaz as dúvidas e anuncia nova corrida à liderança do PSD nas eleições diretas previstas para janeiro, precisamente dois anos após ter conquistado a presidência do partido numa disputa com Santana Lopes. 

"Estou disponível para lutar contra todas as adversidades inerentes ao cargo de líder da oposição", o que é, na ótica do líder do PSD, uma das missões mais difíceis.

 

E deixa alguns avisos para dentro do próprio partido: "Não estou disponível para voltar a enfrentar deslealdades e permanentes boicotes internos nos moldes em que tive de o fazer ininterruptamente" desde a tomada de posse, em fevereiro de 2018. E sinalizou uma dessas situações: "O lamentável golpe de janeiro passado, quando alguns procuraram fazer no PSD o que se fez no PS em 2014 e que esses mesmos, à data tanto criticaram." Em causa esteve a tentativa de Luís Montenegro chegar à liderança do partido.

 

"O nosso objetivo comum tem de ser derrotar o PS e não o de derrotar o próprio PSD", criticou. Rui Rio destacou ainda que será preciso que o partido demonstre "estabilidade e maturidade para reconquistar a credibilidade" necessária para os embates que se aproximam.

 
Rui Rio acredita que a liderança do PSD noutras mãos pode dar origem a uma fragmentação do partido e "acontecer-lhe o mesmo que já aconteceu a outros partidos europeus", razão que contribuiu decisivamente para que decidisse corresponder afirmativamente aos muitos militantes que, disse, insistiram para que se recandidatasse.

Já sobre o próximo líder da bancada parlamentar, Rui Rio diz que assumirá este papel temporariamente. "A liderança do grupo parlamentar deverá estar em consonância com o presidente do partido" e, como "nunca farei aos outros o que na prática me fizeram mim (...) irei assumir eu próprio a liderança da bancada de modo a que o novo líder parlamentar seja apenas escolhido em definitivo após o congresso", que se realiza em fevereiro. Rio referia-se a Hugo Soares que, inicialmente, permaneceu na liderança da bancada mesmo após ter sido escolhido um novo líder, para só depois aceitar afastar-se, deixando o lugar para a escolha da nova direção, a qual recaiu em Fernando Negrão. 


Para já é uma corrida a três, isto porque Luís Montenegro, primeiro, e Miguel Pinto Luz, na semana passada, anunciaram também a respetiva candidatura à presidência do partido.

(Notícia atualizada às 19:11 com mais declarações)




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