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Sanchéz considera "inevitável" subida de impostos em Espanha

O presidente do governo espanhol diz ser preciso avançar com uma subida de impostos nos escalões mais altos.

Reuters
Negócios jng@negocios.pt 02 de Julho de 2020 às 18:05
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Pedro Sánchez considera "inevitável" uma reforma fiscal, com uma maior tributação nos escalões mais altos do IRPF (Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Físicas, correspondente ao IRS em Portugal).

 

O chefe do governo espanhol anunciou ainda, numa entrevista ao La Sexta, citada pelo El País, que será também "inevitável" uma subida dos impostos sobre as grandes empresas (IRC).

 

O Governo espanhol realiza amanhã um conselho de ministros extraordinário – o ordinário seria na próxima terça-feira, 7 de julho – para debater estas medidas e também a injeção de fundos públicos (pelo Instituto de Crédito Oficial) nas empresas num total de 50.000 milhões de euros.

 

Esta foi a primeira entrevista de Sánchez desde o estado de emergência. O presidente do governo falou assim sobre as medidas pensadas para reforçar a receita e para destinar recursos às pessoas mais afetadas economicamente pela crise da covid-19.

 

Esta conversa aconteceu no dia em que o Executivo chegou a acordo com as entidades patronais e sindicatos para reforçar o emprego. Sánchez convocou para amanhã um ato com os líderes da CEOE e Cepyme, CC OO e UGT, para assinar um "pacto para a revitalização económica e para o emprego".

 

Quanto ao Fundo de Recuperação europeu, no valor de 750 mil milhões de euros, o presidente do governo disse que nos próximos dias estará com os seus homólogos de Portugal (já na próxima segunda-feira, dia 6), Suécia e Holanda, para transmitir a posição de Espanha.

 

Sánchez recordou que Espanha, nos termos do que está delineado, contribuirá para esse fundo com 9% - acima dos 6% com que contribuirá a Holanda, que é uma das mais críticas do programa e que faz parte do chamado grupo dos frugais (a par com a Áustria, Dinamarca e Suécia).

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