Política Santana Lopes: "As contas privadas, as das famílias, não estão melhores do que há dois anos”

Santana Lopes: "As contas privadas, as das famílias, não estão melhores do que há dois anos”

O antigo presidente do PSD afirmou que as contas privadas estão piores do que há dois anos, em resposta à pergunta feita ontem por Passos Coelho. No Congresso do PSD, Santana Lopes elogiou, no entanto, a sua “profunda sensibilidade social” mas avisou que o Estado não pode abdicar da saúde de proximidade.
Santana Lopes: "As contas privadas, as das famílias, não estão melhores do que há dois anos”
Miguel Baltazar/Negócios

Santana Lopes aproveitou a sua intervenção no Congresso do Partido Social Democrata, este sábado, para responder à pergunta que Pedro Passos Coelho fez, no dia anterior, sobre se o país “está melhor ou pior” do que há dois anos.

 

“Acho que está. Nas contas públicas. As contas privadas, as das famílias, não estão melhores do que há dois anos”, declarou o antigo primeiro-ministro e ex-líder social-democrata, no discurso na noite de sábado, 22 de Fevereiro, no Coliseu dos Recreios, perante centenas de militantes. 

 

Uma das preocupações que demonstrou o agora provedor da Santa Casa da Misericórdia é o desemprego das pessoas com mais de 45 anos. “Não têm já possibilidade de emigrar devido a responsabilidades que têm em Portugal e é muito difícil conseguir colocação nos concursos que existem”, comentou. “O que me preocupa são estas pessoas que não têm a força dos verdes anos”.

 

Para Santana Lopes, o PSD tem de pensar e decidir sobre estes exemplos, tal como também as misericórdias o têm de fazer. Contudo, a principal responsabilidade é do Governo. E o ex-líder do PSD afirmou-se “surpreendido” por ter percebido a “profunda sensibilidade social” de Pedro Passos Coelho, porque “procura saber quais os problemas mais gritantes” do País.

 

De qualquer modo, Pedro Santana Lopes quis deixar um aviso: não se pode fazer com a saúde o que aconteceu com a justiça, com o fecho de tribunais. “Compreendo grande parte do que a ministra da Justiça está a fazer. Agora, a Saúde não pode ser encarada da mesma maneira. Sempre que é preciso, os cuidados têm de estar próximos. Não se pode apanhar a camioneta. O primeiro dos bens é a saúde”, alertou, dizendo que é um elemento social-democrata que o “Estado não pode prescindir”. 




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