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Santos Silva: "Deixemos as Forças Armadas de fora da disputa política"

O actual ministro da Defesa, Aguiar Branco, atribuiu hoje ao anterior governo a responsabilidade das medidas anunciadas esta semana, que afectam a carreira militar, e considerou que o anterior executivo "deve um pedido de desculpas às Forças Armadas".

Lusa 14 de Agosto de 2011 às 21:57
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O antigo ministro da Defesa Augusto Santos Silva apelou hoje a que se deixe as Forças Armadas de fora das "naturais disputas político-partidárias", relembrando que em Portugal "há um grande consenso em matéria de defesa nacional".

"Não devemos trazer as Forças Armadas para o palco da disputa política", considerou o antigo governante do executivo de José Sócrates, em declarações à agência Lusa, mostrando-se disponível para esclarecer "toda e qualquer questão" relativa à sua gestão no ministério da Defesa entre 2009 e 2011.

O actual ministro da Defesa, Aguiar Branco, atribuiu hoje ao anterior governo a responsabilidade das medidas anunciadas esta semana, que afectam a carreira militar, e considerou que o anterior executivo "deve um pedido de desculpas às Forças Armadas".

"Há situações que vieram do anterior Governo que podiam ter sido evitadas e ao ser evitadas não teríamos um problema sério como este que tivemos de resolver esta semana", disse o ministro Aguiar Branco, aos jornalistas, à margem da cerimónia comemorativa do Dia da Arma de Infantaria e da Escola Prática de Infantaria, que decorreu em Mafra.

Santos Silva, que se encontra de férias e reconheceu não dispor de "informações concretas" sobre as declarações do seu sucessor, deseja "os maiores êxitos" ao actual Governo nas "muitas questões" que tem para resolver "em todos os sectores, como o anterior governo teve, como todos os governos têm".

"A responsabilidade de cada governo é encontrar as melhores soluções possíveis para os problemas que sempre existem, e nesse sentido só posso desejar os maiores êxitos ao atual governo nessa sua tarefa e responsabilidade", declarou o antigo ministro do PS.

No âmbito da avaliação conjunta feita com a 'troika', o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, anunciou na sexta-feira que irá congelar a partir de Setembro as progressões previstas no regime remuneratório para o Ministério da Administração Interna e Ministério da Defesa.

Vítor Gaspar disse que o congelamento das progressões nas carreiras pretende corrigir uma "irregularidade" e já estava prevista no Orçamento do Estado para 2011, fazendo agora parte das medidas antecipadas para controlar a despesa do Estado.
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