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Se Costa fosse primeiro-ministro “deitava fora os esforços dos portugueses”, diz Portas

Paulo Portas lançou duras críticas ao posicionamento do PS quanto à Grécia, que descreveu como "no mínimo equívoco". O vice-primeiro-ministro acusa António Costa de não ter percebido qual "a natureza do problema". E lembra que Djisselbloem é socialista.

Paulo Duarte
Bruno Simões brunosimoes@negocios.pt 06 de Julho de 2015 às 15:54
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As posições de António Costa e do PS sobre a Grécia mereceram esta tarde críticas ferozes de Paulo Portas. O vice-primeiro-ministro abriu as jornadas parlamentares conjuntas do PSD e do CDS, em Alcochete, e depois de descrever a posições "no mínimo equívocas" do maior partido da oposição, disse que António Costa teria desbaratado o sacrifício dos portugueses. Isto porque existe uma "incapacidade do PS perceber a natureza dos problemas".

 

"Se o doutor António Costa fosse primeiro-ministro, mal o Syriza ganhou, tinha corrido a fazer solidariedade ideológica e, de caminho, aproximava Portugal do problema, não separava o caso português dessa instabilidade" e "deitava fora os esforços dos portugueses e a capacidade de os portugueses recuperarem os seus rendimentos", afirmou Paulo Portas. É que, "ao contrario do que o PS pretende fazer crer, os termos do debate não são entre a direita e a esquerda, são estados a fazer o máximo que podem para que o euro sobreviva".

 

Portas lançou depois várias provocações a Costa, que acusou o Governo português de ser duro com a Grécia e a quem pediu, esta manhã, que adopte uma "posição construtiva". "O PS pretende convencer quem seja incauto e acredite que o Governo de Portugal foi mais exigente do que generoso com a Grécia", diz Portas, só que "os factos desmentem absolutamente isto". E "se o PS está contra o Eurogrupo, está na hora de perguntar ao PS: é ou não um socialista que preside ao Eurogrupo? Se está contra o BCE, não é um socialista que vice-preside" à instituição, questionou.

 

Depois de recordar declarações de outros governantes europeus, igualmente socialistas, Portas lembrou as declarações de Martin Schulz, a defender o regresso do dracma à Grécia. "Já agora, se o PS diz que é contra uma certa politica europeia relativamente à Grécia, porque não se queixa de Martin Schulz, presidente do Parlamento Europeu, que andou a pedir aos portugueses que votassem nele, e que tem dito sobre a Grécia coisas que nenhum governante português disse?".

 

Portas critica posições ziguezagueantes de Costa

 

Portas lembrou as declarações de satisfação que Costa fez após a vitória do Syriza, lembrando que, três meses depois, apelidou o partido de Tsipras de "tonto". "É evidente que um português pode perguntar-se: em quem acreditamos? Em quem achava que o Syriza era a força da mudança, ou em quem passou a achar que o Syriza era tonto?".

 

"O PS nem percebe os erros que cometeu em 2011, não é capaz de ter uma palavra de emenda, de rectificação, para poder pedir aos portugueses que confiem nele novamente", acusou Portas. "É evidente: como não fez isso, de cada vez que o PS aparece a aumentar todas as despesas, as pessoas ficam com o pé atras e pensam: lá estão eles de volta a 2011".

 

Na questão grega, "a abordagem é racional, não é ideológica. Não sei se outros têm a perder. Tenho muito respeito pelo sofrimento e pela humilhação, mas os portugueses têm certamente muito a perder se voltarmos à irresponsabilidade".

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