Política Secretário de Estado do Ambiente usa subsídio de alojamento para pagar casa no Algarve

Secretário de Estado do Ambiente usa subsídio de alojamento para pagar casa no Algarve

O Secretário de Estado do Ambiente, que tem casa em Lisboa, mas recebe subsídio de alojamento, afirmou ao Diário de Notícias que não pretende prescindir desse valor. E que vai usá-lo para pagar o crédito da casa que entretanto tinha comprado no Algarve.
Secretário de Estado do Ambiente usa subsídio de alojamento para pagar casa no Algarve
Cofina Media
Negócios 28 de junho de 2016 às 12:41

A história foi escrita pelo Expresso na sua última edição: o secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, vive na zona de Lisboa, onde tem uma habitação, mas é um dos membros do actual Governo que recebe um subsídio de alojamento por ter a sua residência permanente a mais de 150 quilómetros de Lisboa, no caso em Tavira, no Algarve.

 

Confuso? Um pouco, mas, segundo o Expresso, o que se passou foi que em 2015 Carlos Martins foi nomeada presidente da empresa Águas do Algarve. Adquiriu então uma casa em Tavira, para onde se mudou, tendo inclusivamente alterado a sua morada para efeitos oficiais.

 

Quando veio para o Governo, no final do ano passado, para todos os efeitos morava em Tavira e foi essa a morada que deu. Passando a trabalhar em Lisboa, foi novamente residir para a antiga casa, onde a sua esposa ainda morava, localizada em Murches, na zona de Cascais e, portanto, a menos de 150 quilómetros do seu local de trabalho, em Lisboa.

 

Questionado agora pelo Diário de Notícias, o secretário de Estado assume que não pretende prescindir do subsídio que lhe foi atribuído e que o valor líquido do mesmo, 360 euros, "corresponde ao valor aproximado" dos encargos que tem com o apartamento no Algarve, adquirido com recurso ao crédito bancário.

 

E invoca ainda o contrato que fez com a Caixa Geral de Depósitos quando contraiu o empréstimo, explicando ao jornal que foi um contrato para compra de habitação própria e permanente e que, cita o Diário de Notícias, "a não observação dessa situação poderia fazer incorrer em incumprimento contratual e no direito da referida instituição bancária de exigir o imediato pagamento do valor do empréstimo".

 

E, tendo em conta que o valor do subsídio de alojamento que recebe, de 360 euros, é aproximado ao montante dos encargos que mantém com a casa de Tavira, "não tenciona o Secretário de Estado do Ambiente prescindir do mesmo". 




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