Desporto Sede da UEFA alvo de buscas da polícia suíça devido aos Panama Papers

Sede da UEFA alvo de buscas da polícia suíça devido aos Panama Papers

A sede da UEFA em Nyon, na Suíça, foi alvo de buscas devido ao envolvimento de Gianni Infantino no escândalo dos Panama Papers. Infantino diz estar "ainda mais determinado" na recuperação da reputação do futebol.
Sede da UEFA alvo de buscas da polícia suíça devido aos Panama Papers
Reuters
André Vinagre 06 de abril de 2016 às 15:56

Os escritórios da UEFA em Nyon, na Suíça, foram alvo de buscas por parte da polícia devido ao envolvimento de Gianni Infantino - antigo dirigente da organização e actual presidente da FIFA (na foto) - no escândalo dos Panama Papers, avança a imprensa internacional. A organização que gere o futebol europeu diz estar a cooperar com as autoridades.

Segundo o jornal The Guardian, a polícia suíça procura detalhes sobre um contrato assinado pelo actual presidente da FIFA, Gianni Infantino. De acordo com o jornal, o então director dos serviços legais da UEFA assinou contratos de direitos televisivos em 2006 com dois empresários envolvidos em escândalos no futebol.

A organização já confirmou as buscas na sua sede. "A UEFA confirma que hoje [quarta-feira, 6 de Abril] recebeu a visita da polícia federal suíça com um mandado e solicitando a análise dos contratos entre a UEFA e a Cross Trading/Teleamazonas. Naturalmente, a UEFA está a dar à polícia todos os documentos relevantes na sua posse e vai cooperar totalmente", diz a organização num comunicado oficial enviado à AFP.

A agência Lusa diz que, enquanto dirigente da UEFA, Infantino terá intermediado um negócio de cedência de direitos televisivos da Liga dos Campeões com uma sociedade "offshore" por um montante bem abaixo dos valores de mercado.

 

O The Guardian explica que estes contratos terão sido assinados com a empresa Cross Trading, dos empresários argentinos Hugo e Mariano Jinkis, que estão em prisão domiciliária devido aos escândalos de corrupção que abalaram a FIFA, que compraram os direitos televisivos por 111 mil dólares (97,5 mil euros), revendendo-os depois por mais de 311 mil dólares (273 mil euros).

Gianni Infantino, eleito presidente da FIFA em Fevereiro deste ano, já reagiu através de um comunicado publicado no site oficial da organização.

 

"Se a minha determinação para recuperar a reputação do futebol já era muito forte, agora é ainda mais forte", diz Gianni Infantino, acrescentando que qualquer investigação é bem-vinda.

 

O então líder da UEFA garante que todas as questões contratuais foram geridas devidamente pela organização.

 

"Pela transparência e clareza é essencial que todos os elementos destes documentos sejam revelados", lê-se no comunicado.



Já na terça-feira, 5 de Abril, quando surgiram as notícias de que o nome de Gianni Infantino era citado nos documentos dos Panama Papers, o actual líder da FIFA disse estar "consternado devido à sua integridade estar posta em causa".




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