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Segunda reunião de “salvação nacional” juntou membros do Governo e representante de Cavaco

David Justino, ex-ministro da Educação de Durão Barroso, representou a Presidência da República na segunda ronda de negociações entre PS, PSD e CDS. Neste encontro foram "identificadas as questões fundamentais com vista à obtenção de um 'compromisso de salvação nacional’ com a máxima brevidade”.

Foi o responsável pela moção de estratégia que Rio apresentou para as directas do PSD. Justino foi ministro da Educação de Durão e consultor de Cavaco Silva na Presidência da República.
Correio da Manhã
Eva Gaspar egaspar@negocios.pt 15 de Julho de 2013 às 18:18
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A segunda ronda de negociações com vista à assinatura do compromisso de “salvação nacional” pedido por Cavaco Silva juntou esta tarde à mesma mesa Alberto Martins, Moreira da Silva e Mota Soares, representantes do PS, PSD e CDS, respectivamente, mas também dois membros do Governo – Miguel Poiares Maduro e Carlos Moedas, na qualidade de representantes do PSD – e David Justino (na foto), antigo ministro da Educação, em representação do Presidente da República.

 

A delegação do PS integrou também Eurico Brilhante Dias e Oscar Gaspar, sendo que a delegação do CDS contou igualmente com Miguel Morais Leitão, secretário de Estado dos Assuntos Europeus.

 

David Justino, assessor da Presidência da República, esteve presente na reunião "como observador para assegurar um conhecimento regular ao Senhor Presidente da República".

 

O encontro, que teve lugar desta feita na sede do PS, no Largo do Rato, prolongou-se por menos de duas horas.

 

Num comunicado enviado às redacções, o PS – que aceitou dialogar com os partidos da maioria na sequência da chamada de Cavaco Silva, embora se prepare para votar favoravelmente a moção de censura de  Os Verdes ao Governo – precisa "que a reunião de hoje, tal como a de ontem e as seguintes, não envolvem qualquer representante do Governo". "Independentemente de outros cargos que exercem, os participantes neste processo de diálogo estão exclusivamente como representantes partidários", refere.

 

Segundo os comunicados coincidentes emitidos pelos três partidos, nesta segunda reunião abordaram-se “de modo detalhado” os três pilares apresentados pelo Presidente da República, “tendo sido identificadas as questões fundamentais com vista à obtenção de um ‘Compromisso de Salvação Nacional’ com a máxima brevidade”.

 

Na sua comunicação ao país em 10 de Julho, o Presidente da República apelou a um acordo de "salvação nacional" entre os três partidos que assinaram o memorando da troika, tendo enumerado três pilares fundamentais para esse entendimento.

 

O acordo, disse Cavaco Silva, deverá estabelecer o calendário mais adequado para a realização de eleições antecipadas, "devendo a abertura do processo conducente à realização de eleições coincidir com o final do Programa de Assistência Financeira, em Junho do próximo ano".

 

Em segundo lugar, o compromisso deve garantir "o apoio à tomada das medidas necessárias para que Portugal possa regressar aos mercados logo no início de 2014 e para que se complete com sucesso o Programa de Ajustamento a que nos comprometemos perante os nossos credores".

 

O Presidente pediu ainda "um acordo de médio prazo, que assegure, desde já, que o Governo que resulte das próximas eleições poderá contar com um compromisso entre os três partidos que assegure a governabilidade do País, a sustentabilidade da dívida pública, o controlo das contas externas, a melhoria da competitividade da nossa economia e a criação de emprego".

 

Quatro dias depois da comunicação de Cavaco Silva, os partidos do arco da governação reuniram-se pela primeira vez neste domingo, tendo definido o prazo para acordar um "compromisso de salvação nacional": uma semana.

 

 

(notícia actualizada pela segunda vez às 19h55)

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