Política Seguro apela a inscrição nas primárias contra a "corte de iluminados" de Lisboa

Seguro apela a inscrição nas primárias contra a "corte de iluminados" de Lisboa

O candidato às primárias do PS António José Seguro apelou à inscrição do "maior número de portugueses" nas eleições de Setembro, para mostrarem que quem governa Portugal são todos "e não uma corte de iluminados em Lisboa".
Seguro apela a inscrição nas primárias contra a "corte de iluminados" de Lisboa
Bruno Simão/Negócios
Lusa 24 de julho de 2014 às 00:06

"Quero fazer aqui este pacto de confiança, a de que todos juntos, cada um com a sua responsabilidade, de mobilizar o maior número de portugueses para se inscreverem nas primárias e de dizerem de uma vez por todas que quem governa Portugal somos todos e não uma corte de iluminados em Lisboa, que decide e impõe a seu belo prazer aquilo que deve ser feito em Portugal", frisou o socialista durante um encontro com jovens socialistas em Matosinhos na quarta-feira.

 

No dia em que cumpriu três anos na liderança do partido - o que motivou os jovens a cantarem-lhe os "Parabéns" - o socialista lembrou que durante esse tempo "nunca prometeu nada" do que não tivesse a certeza "de vir a cumprir" quando o PS voltar "a governar Portugal".

 

"Aqui não prometemos tudo a toda a gente, aqui não prometemos facilidades. Podemos não ganhar os votos todos, podemos até perder votos, mas o que não queremos é perder o respeito e a confiança que os portugueses criaram no Partido Socialista e na liderança do PS", assinalou Seguro.

 

Para o secretário-geral do PS, a "responsabilidade" dos seus apoiantes "não é apenas de ganhar as próximas eleições", mas também de ganhar "a confiança dos portugueses".

 

Durante o seu discurso, Seguro apontou várias vezes como prioridade uma maior justiça e solidariedade no país que deve disponibilizar "uma boa escola pública, um bom sistema de saúde e uma boa protecção social".

 

"Queremos um país justo, onde as pessoas valem todas por igual", salientou o candidato, para quem "um país justo é um país que avança junto, satisfazendo necessidades (...), mas garantindo as liberdades de cada um".

 

Defendeu ainda ser necessária "uma nova forma de fazer política, que separe a política dos negócios, que reconcilie de novo a cidadania com a forma de fazer política e com a governação".

 

E porque acredita que todos têm "direito à sua voz", opinião e voto, frisou ser altura de uma união e mobilização para "fazer uma enorme mudança em Portugal". "O próximo Governo, um Governo por nós liderado, não quer fazer um bocadito melhor do que aquilo que está a fazer este Governo, queremos fazer completamente diferente. Este é o momento, 40 anos depois da revolução de Abril de voltarmos a devolver a esperança aos portugueses", disse.

 

O PS tem eleições primárias marcadas para 28 de Setembro, onde será escolhido o candidato do partido a primeiro-ministro nas legislativas de 2015. Até agora, apresentaram-se a esta disputa o actual líder do PS, António José Seguro, e o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa.




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