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Seguro diz que lutará contra "lobbies" e que mais aumentos de impostos "é impossível"

O secretário-geral do PS afirmou quarta-feira à noite que lutará contra lobbies que estão a capturar o Estado, numa entrevista em que considerou "impossível" mais aumentos de impostos em Portugal, alegando que se ultrapassaram os limites.

Lusa 31 de Janeiro de 2013 às 00:37
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António José Seguro falava na Sic Notícias, no programa Negócios da Semana, depois de questionado sobre matérias como a reforma do Estado, crescimento económico e política fiscal.

 

"A verdade é que há muita captura do Estado e tenho essa consciência", disse no ponto sobre a reforma do Estado, apontando em seguida que essa situação foi gerada progressivamente, ao longo de décadas, por alguns sectores da sociedade portuguesa.

"Há muita gente pendurada e é preciso coragem para reformar o Estado. Se não tivesse essa coragem, não estava à frente do PS. Quando um dia, como espero, merecer a confiança dos portugueses, a minha responsabilidade é lutar contra esse lobbies que defendem interesses privados", afirmou o líder socialista.

 

Entrevistado pelo jornalista José Gomes Ferreira, o secretário-geral do PS sustentou que "mais aumentos de impostos é uma coisa impossível, porque Portugal em alguns casos até ultrapassou o limite do admissível".

 

"Em relação ao IRC, o PS apresentou uma proposta, no âmbito do Orçamento do Estado para 2012, no sentido de que os primeiros 12.500 euros de lucros de pequenas e médias empresas pudessem ser tributadas não a 25 mas 12,5 por cento, tendo em vista promover a recapitalização das empresas", advogou.

 

Durante os 50 minutos de entrevista, António José Seguro reiterou que a sua prioridade é a renegociação com a 'troika' (Banco Central Europeu, Fundo Monetário Internacional e Comissão Europeia) do processo de ajustamento do país, reafirmou que o défice de 2012 só será de cinco por cento com base no recurso pelo Governo a receitas extraordinárias e mostrou-se insatisfeito com os esclarecimentos do executivo em matéria de cortes nas rendas excessivas, sobretudo na área da energia.

 

António José Seguro apontou que o primeiro-ministro disse ter cortado 18 milhões de euros em rendas excessivas na área da energia, mas lamentou que, até agora, se continue a desconhecer "quanto é que cada uma das operadoras deixou de receber".

 

Na questão sobre a criação de um banco de fomento, destinado a apoiar a actividade empresarial, o secretário-geral do PS foi confrontado pelo jornalista da SIC com o rumor de que a banca se estará a opor a esse projecto. "Se o Governo admitir que o atraso da criação de um instrumento vital para o financiamento da economia não está a ser feito por cedência a pressões dos banqueiros, isso era inaceitável", advertiu.

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