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Seguro: “Há uma divergência insanável entre o PS e o Governo” na estratégia orçamental

“Não foi uma reunião fácil”, afirmou António José Seguro depois da reunião com o primeiro-ministro, que durou mais de três horas. O objectivo é partilhado pelos dois lados, que passa pelo equilíbrio das contas públicas, a receita para o alcançar é que não gera consenso.

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Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 17 de Março de 2014 às 21:57
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“O assunto principal [da reunião] passou pela estratégia orçamental”, mas há, “entre o PS e o Governo há uma divergência insanável”, afirmou o líder do PS à saída da reunião com o primeiro-ministro.

 

“Acedi reunir com o primeiro-ministro, cumprindo um dever institucional, como é normal numa democracia consolidada”, disse Seguro aos jornalistas, numa conferência transmitidas pelas estações de televisão. O “assunto principal foi a estratégia orçamental”, mas, “entre o PS e o Governo há uma divergência insanável” nesta questão. “Consideramos que o país deve equilibrar as contas públicas, e há um grande consenso no país a esse propósito. O modo, o caminho, a estratégia é aquilo que nos opõe ao Governo. E não opõe hoje, opõe desde sempre”, salientou o líder do maior partido da oposição, acrescentando que o caminho passa pelo controlo das despesa e das receitas, o que “implica dar prioridade ao emprego. Foi o que tive oportunidade de dizer ao primeiro-ministro.”

 

Questionado sobre se essa divergência não poderá prejudicar o país, Seguro afirmou: “não vejo como Portugal pode ser prejudicado porque não há incerteza sobre o objectivo central”, que passa pelo equilíbrio das contas públicas, acrescentando que os únicos responsáveis por alguma incerteza foram os partidos da maioria que governa, recordando o pedido de demissão de Paulo Portas no Verão passado. “Aí é que os juros subiram.”

 

E acrescentou: “esta divergência prestigia a democracia.”

 

Quanto à forma como Portugal vai sair do programa de ajustamento, Seguro reiterou a ideia que tem defendido: “É obrigação do Governo, depois dos sacríficos [que impôs aos portugueses], criar as condições para regressar aos mercados sem necessidade de qualquer apoio. Se essas condições não se verificarem o Governo deve explicações aos portugueses e perante esse cenário”, e só depois se avaliarão as opções existentes.

 

Os jornalistas questionaram ainda o líder do PS sobre o facto da reunião ter decorrido por mais de três horas, ao que Seguro afirmou: “Não foi uma reunião fácil.”

 

(Notícia actualizada às 22h05 com mais declarações)

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