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Seguro promete "sob palavra de honra" repor cortes aos reformados

O secretário-geral do PS prometeu na terça-feira à noite, "sob palavra de honra", de devolver o valor das reformas cortadas aos pensionistas e acusou o primeiro-ministro de não estar à altura para governar o povo português.

Lusa 21 de Maio de 2014 às 00:23
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António José Seguro falava no final de um comício do PS em Santa Maria de Lamas, município de Santa Maria da Feira, numa intervenção em que responsabilizou a maioria PSD/CDS e os "interesses feitos com o Governo" por tentarem criar "casos" na campanha para as eleições europeia, numa tentativa de se furtarem ao debate sobre as consequências da actual governação.

 

Num auditório em Santa Maria de Lamas, o líder socialista começou por questionar se os pensionistas e os reformados têm alguma razão para votar na coligação PSD/CDS, depois do executivo lhes ter cortado as pensões, deixando então uma promessa caso os socialistas vençam as próximas eleições legislativas.

 

"Fizemos as contas e quero mais uma vez garantir-vos sob palavra de honra que, uma vez chegados ao Governo, voltaremos a dar aquilo que é um direito dos pensionistas e dos reformados e devolveremos as reformas, acabaremos com a TSU (taxa social única) dos pensionistas", declarou.

 

Ainda sobre a acção do Governo nos últimos três anos, António José Seguro disse que se tentou dividir trabalhadores do sector privado contra os do sector público. "E o que fez no sector público ? Despediu trabalhadores e funcionários públicos, cortou nos subsídios de férias, de natal e nos vencimentos", apontou, dizendo que Pedro Passos Coelho prometera o contrário antes de ser primeiro-ministro.

 

"Enganou os portugueses, traiu os portugueses. Fez uma coisa para ganhar as eleições e fez outra completamente diferente quando chegou ao poder", acusou o líder socialista, advogando, ainda, que o actual executivo do PSD/CDS também atacou os trabalhadores do privado ao aumentar impostos.

 

Já na parte final da sua intervenção, o líder dos socialistas referiu-se ao pedido de "demissão irrevogável" de Paulo Portas do cargo de ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, "tendo como prenda dias depois a sua promoção ao cargo de vice-primeiro-ministro". "Está tudo dito sobre ele [Paulo Portas] e sobre Pedro Passos Coelho", declarou.

 

Sobre a actual campanha para o Parlamento Europeu, o secretário-geral do PS defendeu que a coligação PSD/CDS tenta criar casos. "Nós não queremos uma campanha de casos, porque quem quer uma campanha de casos sãos os candidatos do Governo ou os interesses feitos com o Governo", disse.

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