Política Seguro quer Estado a entrar no capital de empresas "sem gastar um cêntimo"

Seguro quer Estado a entrar no capital de empresas "sem gastar um cêntimo"

O secretário-geral do PS, António José Seguro, insistiu hoje na ideia do Estado poder entrar no capital de empresas viáveis, negando que esta medida, justificada pela crise, seja uma nacionalização e custe dinheiro ao País.
Seguro quer Estado a entrar no capital de empresas "sem gastar um cêntimo"
Bruno Simão/Negócios
Lusa 19 de maio de 2013 às 16:59

O "Correio da Manhã" noticiou hoje que o Governo estudou as propostas apresentadas por António José Seguro no último congresso do PS e chegou à conclusão que esta medida podia custar ao Estado 6,3 mil milhões de euros.

 

No encerramento do II Fórum Municipal de Leiria, o líder socialista garantiu que com esta solução o Estado consegue "salvar as empresas e não mete lá um cêntimo", viabilizando a empresa e os respectivos postos de trabalho.

 

"Em vez do Governo deixar que empresas viáveis vão à falência, eu proponho, por iniciativa dos empresários, que os créditos do Estado numa empresa sejam transformados em capital social. Estou a falar de empresas com saúde, que passam por momentos difíceis", sublinhou.

 

Seguro sugeriu mais três propostas ao actual Governo que "não é amigo da economia e não é amigo das empresas".

 

Uma delas prevê a criação de uma conta-corrente entre o Estado e as empresas, de forma a evitar que "o Estado se financie à conta dos empresários".

Só neste últimos dois anos deste Governo, Portugal perdeu 458 mil postos de trabalho (...) A cada dia que passa o País está a ficar mais pobre, com menos empresas, menos economia e menos empregos 
António José Seguro

Outra, num momento de "dificuldades e de acesso ao crédito", defende benefícios fiscais para os accionistas que injectem dinheiro nas empresas.

 

A quarta proposta do secretário-geral do PS na área da economia recai sobre a taxação dos lucros. "Se o lucro não for para distribuir dividendos, mas sim para reinvestir, então deverá existir um benefício fiscal", defendeu.

 

António José Seguro frisou que estas são algumas das medidas que o Governo deveria adoptar, "sem gastar dinheiro" de forma a promover uma agenda de crescimento económico e a defesa dos postos de trabalho.

 

"Só neste últimos dois anos deste Governo, Portugal perdeu 458 mil postos de trabalho", destacou o socialista, reiterando a constatação de que "a cada dia que passa o País está a ficar mais pobre, com menos empresas, menos economia e menos empregos".




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