Política Seguro acusa Costa de partilhar apoiantes com Luís Filipe Menezes

Seguro acusa Costa de partilhar apoiantes com Luís Filipe Menezes

O candidato socialista às primárias António José Seguro acusou o seu adversário, António Costa, de andar aos "ziguezagues" na política e de partilhar apoiantes com o social-democrata Luís Filipe Menezes, numa referência ao músico Pedro Abrunhosa.
Seguro acusa Costa de partilhar apoiantes com Luís Filipe Menezes
Lusa 23 de setembro de 2014 às 00:54

Perante cerca de 1200 apoiantes (números da organização), o secretário-geral do PS criticou o presidente da Câmara de Lisboa por "ter mudado de opinião" em relação às primárias eleições primárias dos socialistas, "chegando mesmo a dizer que não se sentia vinculado" ao processo, de ter assumido duas posições distintas sobre o Orçamento do Estado para 2012 e também duas posições diferentes sobre o Tratado Orçamental.

 

"Aqui temos um projecto de mudança para Portugal e temos aquilo que é mais importante num primeiro-ministro de Portugal, que é a coerência e a verdade. Não andamos aos ziguezagues", disse, antes de referir que António Costa, em Junho de 2011, justificou a decisão de não se candidatar à liderança deste partido com base no argumento de que "o PS precisava de um secretário-geral a tempo inteiro e de um presidente da Câmara de Lisboa em dedicação exclusiva".

 

"Pois bem, é altura do nosso opositor cumprir a sua palavra. Não se pode dizer uma coisa quando dá jeito e outra a seguir completamente diferente só porque passa então a dar jeito", sugeriu Seguro.

 

No jantar comício de Lisboa, António José Seguro voltou a insurgir-se por António Costa o tentar associar a consultores políticos que estiveram também ao serviço do ex-presidente da Câmara de Gaia Luís Filipe Menezes.

 

"Mas o mais curioso é que, nesse mesmo dia, no domingo, o nosso opositor interno recebeu o apoio de um músico que nas últimas eleições autárquicas tinha apoiado Luís Filipe Menezes, candidato do PSD à Câmara Municipal do Porto. O país precisa ou não de ter um primeiro-ministro de confiança, que honre a palavra?", questionou Seguro.




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