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Seguro exige que se ponha um garrote na política de cortes

O secretário-geral do PS, António José Seguro, exigiu hoje que se ponha "um garrote" na política de cortes, alegando que a economia portuguesa continua a sangrar e precisa urgentemente de estabilizar para depois poder andar.

Lusa 15 de Setembro de 2013 às 22:14
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António José Seguro discursava no final de uma festa comício de apoio ao candidato socialista à presidência da Câmara de São Pedro do Sul, Vítor Figueiredo, que tenta conquistar esta autarquia ao PSD.

 

Perante centenas de pessoas, que se concentraram num amplo espaço aberto junto ao rio, o líder socialista dramatizou a actual situação económica e social do país.

 

"Isto [da política de austeridade] não tinha de ser assim e não tem de ser assim, porque mais cortes significa mais pobreza e menos economia, e menos economia significa menos emprego, mais pobreza, mais miséria e mais exclusão social. Não é esse o país que queremos, queremos um país justo, um país que combate as desigualdades sociais e que garante o mínimo de dignidade a todos os portugueses, independentemente de serem do norte ou do sul, de Lisboa ou de São Pedro do Sul", declarou, recebendo palmas.

 

Neste contexto, o secretário-geral do PS considerou que a primeira condição para o país equilibrar as contas públicas "é parar com os cortes".

 

"Quando alguém está a ter uma hemorragia a primeira coisa a fazer é pôr um garrote para que não saia mais sangue e estabilizar o doente. Ora, na vida do país, temos de estabilizar a economia e depois recuperá-la lentamente para que possa voltar a andar", sustentou.

 

Na sua intervenção, Seguro advogou que a prioridade na aplicação dos próximos fundos comunitários, na ordem dos 20 mil milhões de euros, deve ser na criação de emprego.

 

"E quem cria emprego são as empresas que juntam empresários e trabalhadores. Uma empresa a trabalhar preserva o emprego e cria novos postos de trabalho. Para sairmos da crise temos de mudar de caminho e de rumo", acrescentou.

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