Política Seguro: “Há uma alternativa e tudo farei para que essa alternativa seja concretizada em Portugal”

Seguro: “Há uma alternativa e tudo farei para que essa alternativa seja concretizada em Portugal”

António José Seguro reagiu às declarações de Passos Coelho, afirmando que o Partido Socialista é “uma alternativa credível” e acusando o Executivo de ser o culpado pelas dificuldades do país.
Seguro: “Há uma alternativa e tudo farei para que essa alternativa seja concretizada em Portugal”
Sara Antunes 08 de abril de 2013 às 19:06

“O país vive situação de enorme gravidade. Ao contrário do que o primeiro-ministro afirmou, não foi a decisão do Tribunal Constitucional que criou a crise. Foram e são os erros do Governo que acrescentaram mais dificuldades”, afirmou o líder do PS numa delcaração, sem direito a perguntas dos jornalistas, um dia depois de Passos Coelho ter dito que, depois do chumbo do Tribunal Constitucional, o Governo vai encetar todos os esforços para cortar na despesa de forma a conseguir recuperar o valor que vai deixar de conseguir através do corte de subsídios dos funcionários públicos, pensionistas e cortes nos apoios aos desempregados.

 

“O Tribunal Constitucional cumpriu a sua função”, depois de dois titulares de órgãos de soberania terem pedido a fiscalização do documento, referindo-se ao Presidente da República e a deputados de quatro partidos políticos. Seguro acusa o Governo de “desrespeitar a Constituição da República”.

 

“O que nos colocou nesta crise social e nesta espiral recessiva foi a política do Governo”, sublinhando que a “derrapagem do ano passado representa 3 vezes” o montante dos chumbos do TC.

 

“O Governo só tem de se queixar de si próprio e da sua política. Não foi por falta de aviso. O PS alertou desde o início”, salientou.

 

“Ao fim de quase 2 anos de governação, o Governo ignorou e hostilizou propostas e contributos do PS. O Governo escolheu o seu próprio caminho”, que é de “isolamento.”

 

“O primeiro-ministro foge às suas responsabilidades. O primeiro-ministro tenta enganar os portugueses quando associa a decisão do Tribunal Constitucional à inevitabilidade de cortes do Estado social e ao risco de pagamento da próxima tranche”, acrescentou.

 

Seguro salienta que “os cortes de 4 mil milhões de euros é um compromisso deste Governo com a troika, assumido desde Setembro do ano passado. No dia 15 de Março, o ministro das Finanças revelou que o desembolso [da sétima avaliação] estava dependente de um plano de cortes orçamentais a publicar até ao final de Abril”, adiantando que “há muito que o Governo se comprometeu com um corte de 4 mil milhões de euros.”

 

“Não aceitaremos que o país prossiga neste caminho de empobrecimento. Temos uma alternativa assente em dois pilares: renegociar condição do ajustamento e criação de agenda para o emprego e recuperação da economia.”

 

Seguro reiterou medidas que já tinha referido anteriormente, como a renegociação dos prazos para a redução do défice e dívida, alargamento dos prazos de pagamento dos empréstimos, renegociação de juros e reembolso dos juros obtidos pelo Banco Central Europeu (BCE).

 

António José Seguro diz que só há dois caminhos: “o caminho do Governo, com resultados que os portugueses conhecem”, de “mais pobreza, mais dívida, mais desemprego…” e o “caminho proposto pelo PS, assente em propostas concretas.”

 

O líder socialista quis garantir que “há uma alternativa” e que tudo fará “para que essa alternativa seja concretizada em Portugal.”




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