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Seguro justifica vitória pouco expressiva nas europeias com legado de Sócrates

O primeiro debate entre António Costa e António José Seguro para as primárias esteve muito centrado no passado. Seguro aproveitou para explicar que a baixa vitória nas europeias deve-se ao legado de José Sócrates.

Miguel Baltazar/Negócios
Bruno Simões brunosimoes@negocios.pt 09 de Setembro de 2014 às 21:53
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O primeiro de três debates que antecedem as eleições primárias fica marcado pelo tom confrontacional usado por António José Seguro. O secretário-geral do partido não se coibiu de questionar directamente António Costa sobre diversas situações. "Porque é que não honraste a tua palavra?", chegou a perguntar. Sobre o resultado das europeias, que levaram Costa a candidatar-se ao partido, Seguro culpa Sócrates.

 

Questionado por Judite de Sousa sobre a necessidade de obter um "resultado mais expressivo" nas europeias, tendo em conta o contexto actual, Seguro respondeu que estes são "tempos completamente diferentes" do que era habitual. "O tempo em que, na democracia, havia vasos comunicantes – PSD em cima, PS em baixo – acabou", sublinhou. "Agora há franjas da população descontentes com a forma como se faz política", assumiu.

 

"O PS canalizou o descontentamento e infligiu a maior derrota de sempre" da direita, "mas não conseguimos canalizar o descontentamento e a desilusão com o sistema político", reconheceu. E isso aconteceu porque "muita gente olha para PS como um dos responsáveis pela situação a que se chegou, nomeadamente nos últimos anos do último Governo socialista". Um Governo que era liderado por José Sócrates.

 

Por seu lado, Costa sublinha que decidiu apresentar a candidatura à liderança do partido precisamente devido à vitória pouco expressiva nas europeias. "Se o PS tivesse tido um resultado como eu desejava que tivesse tido" e que "com conforto e expectativa gerasse na sociedade a convicção que era viável uma alternativa sem que nada de novo acontecesse, eu não daria este passo", afiançou.

 

"Trairia a minha consciência se, perante esta situação, e verificando que havia expectativas de que eu podia dar o meu contributo, me mantivesse numa posição cómoda", sublinhou Costa.

 

Suplemento de confiança

 

"Só dei este passo para dar um suplemento de confiança", destacou Costa. O autarca de Lisboa explicou também por que razão é que, na célebre comissão política de Janeiro de 2013, decidiu não apresentar a candidatura a secretário-geral do PS, tal como esperavam todos os seus apoiantes. "Fui sensível com o argumento que muitos outros camaradas me deram", de que se estava "em cima de eleições autárquicas", "pondo em risco a própria câmara de Lisboa, não avancei".

 

Costa rejeitou também as acusações de que só avança agora com o "cheiro a poder". "Só alguém que não tem consciência do estado do país é que pode achar que ir para o governo agora é um prémio", justificou.

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