Política Seguro: "Não vou dar conselhos ao Presidente da República. Cabe ao Presidente da República decidir"

Seguro: "Não vou dar conselhos ao Presidente da República. Cabe ao Presidente da República decidir"

António José Seguro colocou totalmente nas mãos do Presidente da República a decisão sobre o futuro político de Portugal, agora que ficou inviabilizado entre os três maiores partidos.
Seguro: "Não vou dar conselhos ao Presidente da República. Cabe ao Presidente da República decidir"
Diogo Cavaleiro 19 de julho de 2013 às 20:34

O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, não pode contar com os conselhos de António José Seguro relativos à solução política para Portugal. “Cabe ao Presidente da República decidir”.

 

“Não vou dar conselhos ao Presidente da República, nem em público nem em privado”, disse o secretário-geral do PS numa declaração ao País ao início da noite desta sexta-feira, 19 de Julho. A afirmação foi proferida em resposta a uma pergunta sobre qual o futuro político de Portugal na sequência da inviabilização do “compromisso de salvação nacional” pedido por Cavaco Silva.

 

Qualquer que seja a decisão, disse Seguro, o Partido Socialista vai “continuar a debater-se” pelas propostas que tentou que fossem aprovadas pelo PSD e CDS-PP, entretanto rejeitadas.

 

António José Seguro afirmou ainda que irá continuar a trabalhar perto dos líderes europeus, nomeadamente para que o Banco Central Europeu assuma um “papel mais activo no financiamento do País”.

 

Seguro falava antes da comissão política do maior partido da oposição, que se realiza esta sexta-feira, depois de adiada ontem.

 

O PS foi a única força política a falar sobre as reuniões que ocorreram esta sexta-feira, dizendo que não houve um acordo. “Ficou claro para aqueles que participavam nessas reuniões, que havia duas visões distintas. A do PS e a dos partidos do Governo”.

 

Questionado sobre se a posição socialista é “irrevogável”, Seguro foi lacónico. “Acabei de dizer qual é a posição do PS”, mostrando que não há espaço para um acordo com os dois partidos de coligação nas condições actuais.

 

Cavaco Silva tinha pedido uma responsabilização dos partidos políticos para conseguir um "compromisso de salvação nacional", que ficou agora para trás, sem o acordo interpartidário. 

 

 




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