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Sem acordo, Parlamento acabou por aprovar dois votos contra sanções europeias

De um lado a esquerda parlamentar, do outro o PSD e o CDS-PP. Socialistas votaram positivamente os dois votos. Acordo para um texto comum é que não foi possível.

Miguel Baltazar
Filomena Lança filomenalanca@negocios.pt 09 de Junho de 2016 às 13:38
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No final da votação, Ferro Rodrigues afirmou que "não foi possível um acordo, mas todos votaram contra as sanções", traduzindo, no final, "um consenso bastante verificado".  E se é verdade que de facto todos votaram contra a aplicação a sanções a Portugal por parte da Comissão Europeia por violação dos limites do défice, a verdade é que, na votação que decorreu esta quinta-feira no Parlamento, falar de consenso é, no mínimo, uma visão optimista dos resultados.

 

As negociações já vinham dos últimos dias, mas esquerda e direita não se conseguiram pôr de acordo relativamente a um texto comum que fosse apoiado e votado por todos. Segundo a Lusa, o desacordo teve a ver com a ideia preconizada pelo PSD e CDS-PP de que a aplicação de eventuais sanções a Portugal "é infundada", sobretudo face "aos resultados alcançados pelo país em matéria de consolidação nominal e estrutural" ao longo dos últimos anos.

 

PCP, Verdes e Bloco recusaram-se a aceitar uma formulação deste género e por isso, esta manhã foram a votação não um, mas dois votos. O PS acabou por votar positivamente os dois. "Quando se trata do interesse nacional devemos estar todos juntos nas formas e nos conteúdos.", por isso "votaremos ambos os votos apresentados" na Assembleia da República, justificou Carlos César, o líder parlamentar socialista. "No PS não somos capazes de não estar unidos quando se trata de defender Portugal".

 

Já os restantes partidos à esquerda mantiveram a recusa. "Poderia haver um voto que dissesse tão somente que Portugal não aceita sanções. Mas o que acontecerá é que os pins na lapela valem bem menos que uma posição comum sobre esta matéria", lamentou Pedro Filipe Soares, do Bloco.

Quando ao voto apresentado pela esquerda, PSD e CDS-PP optaram por se abster.

E o balanço final foram dois votos nos quais constam, em comum, uma parte da adjectivação: sanções a Portugal são "injustas", "incompreensíveis", "contraproducentes".

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