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Sérgio Sousa Pinto diz que o problema do PS é de credibilidade

Deputado fez discurso com acusações mas sem nomear. A crítica à liderança não deixou, no entanto, de ser óbvia. Sousa Pinto criticou ainda Cavaco Silva, sublinhando que há sempre alternativas.

Bruno Simões brunosimoes@negocios.pt 27 de Abril de 2013 às 20:03
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“A complacência e interesses minúsculos trouxeram-nos a este embaraço que nos dói. O nosso principal problema é de credibilidade”, sublinhou o deputado, próximo de José Sócrates.

 

“Enquanto não o reconhecermos e enfrentarmos, estaremos a falhar o povo português e o que o povo considera que lhe devemos”, sustentou ainda. “Quando fingimos que o problema não existe, prestamos um péssimo serviço ao País e ao partido”, acrescentou ainda, numa das referências mais claras ao secretário-geral, António José Seguro.

 

Sousa Pinto pediu “coragem moral”. “Chega de gente que se esconde atrás de uma floresta de promessas para não cumprir nada”, “chega de gente que pensa que a política é feita de poses e luzes. A política hoje é uma ventania ensurdecedora mas que não abana uma folha”, criticou.

 

O deputado pediu “que este congresso possa ser o início de uma coisa nova e consequente”.

“As alternativas avançarão. Podem ser construídas por aqueles que não fogem às suas responsabilidades”, previu. “Seremos liderados por políticos ou pelos acontecimentos. Os políticos que nos dizem que não há alternativas, o que estão a dizer é que não estão à altura do que a situação nos impõe”, afirmou, numa crítica ao Presidente da República.

 

Europa é uma empresa onde o accionista maioritário é a Alemanha

 

Foram várias, aliás, as críticas ao chefe de Estado. “A história é como um rio, por mais obstáculos que se oponham à sua passagem, encontra sempre alternativa”, alertou. É por isso que “a pedagogia presidencial de que não há alternativa atenta contra a história. Os povos têm sempre alternativas”, garantiu. E lembrou a história: “muitos prudentes e sábios haverão considerado que em 1383, em 1640 e em 1974 não havia alternativas”.

 

O deputado lançou também críticas à Europa, e à liderança alemã. “A Europa que o senhor Schäuble tem na cabeça pouco tem a ver com a Europa a que Portugal aderiu em 1987. É uma Europa inviável, vai ruir com estrondo e deixar atrás de si um triste legado”, antecipa. E deixa críticas à Comissão Europeia: “a Europa de hoje replica uma empresa transnacional: Barroso, Olli Rehn e restantes comissários pouco mais são que servis administradores subordinados ao accionista maioritário alemão”.

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