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Soares dos Santos: Se empresas e Estado trabalhassem sete dias por semana havia mais emprego

O presidente da Jerónimo Martins, Alexandre Soares dos Santos, acredita que aumentar as horas de trabalho cria desemprego. O que criaria emprego, disse, era reformular completamente a forma de pensar em Portugal e na Europa e até acabar com os fins-de-semana.

7º- Alexandre Soares dos Santos
Presidente do Grupo JM ultrapassa Américo Amorim pela primeira vez em quatro anos.
Negócios 22 de Outubro de 2013 às 12:51
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A ideia não é da sua autoria. Alexandre Soares dos Santos, presidente da Jerónimo Martins, no entanto, avança com a proposta. Acabar com os fins-de-semana, mas cada trabalhador fazer menos horas por semana.

 

A solução não é aumentar as horas de trabalho. "Cada vez que se aumentam as horas de trabalho cria-se desemprego". E é com esta afirmação que fala de uma sugestão que ouviu há 15 anos. "A ideia original não é minha", disse no programa "Olhos nos Olhos" na TVI24.


A ideia é pôr todas as empresas, universidades, Estado a trabalhar todos os dias em todo o lado do mundo. "Se trabalhar sete dias por semana, todo o mundo, cada pessoa trabalha 5 dias e menos horas por semana, 32-33 horas em vez das 40 ou 42 como era na altura. Significa que os fins-de-semana são de trabalho que não são remunerados a 200% ou como horas extraordinárias. Isto cria emprego. As empresas têm mais horas de trabalho e têm de meter mais gente como o Estado tem. Parece uma ideia louca, mas não é. É a única forma de criar emprego".


Alexandre Soares dos Santos, crítico da situação do País, fala da necessidade de "reformular completamente a forma de pensar em Portugal e em toda a Europa. Temos de compreender que vivemos num mundo aberto, em que estamos todos em concorrência e em que cada país tem de resolver os seus problemas para se encaixar no mundo moderno".


O patrão da Jerónimo Martins lança a crítica também aos políticos. "Não temos estadistas, temos políticos. Uma empresa que não tenha management de qualidade não cresce. Para você ter gente no estado de grande categoria, que pense e que se sinta independente tem de ter ordenado que justifique o trabalho", mas "precisamos de reciclar toda a nossa maneira de pensar".

 

E deixa a afirmação, mais uma vez polémica: "Sabe onde vamos acabar? Numa ditadura qualquer ou de esquerda ou de direita, que é como sempre acabou. O filme já foi visto várias vezes. Mas nós não queremos isso".

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