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Soares dos Santos acusa Costa de estar a comprar o eleitorado

O empresário não poupou críticas a algumas medidas tomadas pelo novo Governo. Ao programa "Negócios da Semana", disse que Portugal precisava de outro ministro das Finanças que não tivesse saído do "clube fechado" que é o Banco de Portugal.

A família Soares dos Santos é a entidade que encaixa um maior valor com dividendos. A posição de 56,1% da Sociedade Francisco Manuel dos Santos na Jerónimo Martins, que remunerou os accionistas no final de 2015 e irá distribuir nova remuneração, rende mais de 225 milhões de euros.
Negócios jng@negocios.pt 28 de Janeiro de 2016 às 11:20
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Alexandre Soares dos Santos, o empresário que deixou em Novembro de 2013 a liderança executiva do grupo Jerónimo Martins, acusou o primeiro-ministro António Costa de estar a "comprar o eleitorado", perspectivando novas eleições para Novembro.


Ao programa "Negócios da Semana" da SIC Notícias, Soares dos Santos salientou esta quarta-feira, 27 de Janeiro, que algumas decisões, como a redução das horas extra, o corte do número de horas de trabalho ou a descida do custo de uma consulta no hospital de 7,5 euros para sete euros, para se interrogar sobre o que António Costa anda a fazer. "A comprar o eleitorado", respondeu.

O empresário acusou o primeiro-ministro de ter como horizonte "as próximas eleições", as quais antecipa que possam ter lugar já em Novembro deste ano.

"Os partidos pensam apenas neles, os governantes pensam apenas nos partidos que os elegeram e no horizonte deles, que é a quatro anos", afirmou. Já em relação ao Presidente da República, o empresário referiu que "tem de ter uma visão de dez anos para Portugal porque ele vai lá estar dez anos".


Por essa razão, disse esperar que "um homem com a inteligência, com a cultura e com o conhecimento do mundo que Marcelo Rebelo de Sousa tem convoque os partidos todos sentados na Assembleia da República e diga ‘meus caros amigos, vamos estar sentados aqui um ano, dois anos , o tempo que for preciso , e vamos decidir de uma vez por todas o que é que nós queremos para o país’".

Sobre o ministro das Finanças, Mário Centeno, Soares dos Santos afirmou não ser "nada de especial". Acrescentando que "Portugal precisava de um ministro das Finanças batido na vida, com experiência", e deu como exemplos Ernâni Lopes ou Eduardo Catroga.

"Não são as pessoas que vêm do Banco de Portugal que trazem essa experiência", reforçou, considerando que a instituição é "um clube fechado".

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