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Sócrates “não contava falar” sobre Estado Social mas acabou a atacar quem o quer destruir

No Brasil, querem mais Estado. Na Europa, querem menos Estado. “Qual o papel do Estado?”, é um debate que se tem de ter em Portugal, de acordo com o ex-primeiro-ministro.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 23 de Outubro de 2013 às 23:43
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José Sócrates aproveitou a apresentação do seu primeiro livro para criticar aqueles que estão a atacar o Estado Social. Não o fez directamente – até sublinhou que “não contava referir este aspecto”. Aproveitou para fazê-lo com a ajuda do discurso de Lula da Silva, que prefaciou a sua obra.

 

“No Brasil, querem mais Estado, mais Educação, mais Saúde”, declarou o ex-chefe de Governo português. O que é “justamente o paradoxo” de que falava Lula, frisou. Na sua intervenção, o antigo presidente brasileiro afirmou que no Brasil, e na América Latina, estão a lutar para conquistar direitos e, na Europa, têm de se lutar para não perder os direitos que já se adquiriram.

 

Com críticas ao neoliberalismo (“essas doutrinas que estão tão em voga”), José Sócrates defendeu que, na Europa, se estão a implementar políticas que “destroem” o Estado Social. Sócrates disse que, desde a Revolução Francesa, foi dito aos indivíduos coisas como “vamos cuidar da tua velhice”. Indicações que deram "autonomia individual". E que agora se estão a retirar.

 

“É um debate que o País tem de ter. Qual é o papel que o Estado deve ter?”, questionou o antecessor de Pedro Passos Coelho como primeiro-ministro português, que recebeu vários aplausos quando, ao longo do seu discurso, fez referências políticas.

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