Política Sondagem: PSD em queda livre a três meses das eleições

Sondagem: PSD em queda livre a três meses das eleições

O novo barómetro da Aximage traz mais dores de cabeça para o presidente do PSD. As intenções de voto desceram para o nível mais baixo desde que lidera o partido e está próximo do pior registo do antecessor Passos Coelho.
Sondagem: PSD em queda livre a três meses das eleições
Lusa
Manuel Esteves 21 de junho de 2019 às 08:00
Quase um mês depois do descalabro das eleições para o Parlamento Europeu e quando faltam pouco mais de três meses para as eleições legislativas, o PSD parece estar em queda livre. O mais recente barómetro da Aximage, feito para o Negócios e para o Correio da Manhã, dá conta de uma quebra acentuada das intenções de voto no PSD, mas também uma enorme degradação da imagem de Rui Rio aos olhos dos portugueses.

Depois de ter obtido apenas 22% dos votos nas eleições europeias, o PSD recolhe agora 23,1% das intenções de voto desta sondagem, o que representa uma quebra de quatro pontos percentuais face a Abril. É o pior registo desde que lidera o partido, muito próximo da pior marca de Passos Coelho (22,9%).

Dado que o PS, neste período, conseguiu subir um ponto, para 35,6% (apesar de cair em Junho), a distância entre os dois partidos amplia-se em cinco pontos para um total de 12,5. Esta distância chegou a ser de 21 pontos imediatamente antes dos incêndios florestais de 2017 (antes dos incêndios), mas Rio conseguira reduzi-la a sete pontos em Abril. Agora, o hiato volta a disparar.

Também a avaliação que os portugueses fazem de Rui Rio caiu a pique nestes dois últimos meses, passando de 8,3 (em 20 valores) para 6,2. Noutro indicador da Aximage, sobre a confiança que Rio e Costa suscitam para chefiar o governo, o presidente do PSD cai quatro ponto, na exata dimensão em que sobe o secretário-geral do PS. Neste indicador, António Costa está longe do seu melhor, mas Rio está no nível mais baixo desde que assumiu a liderança do PSD.


Líderes caem à direita e sobem à esquerda

Tanto o PSD como o CDS parecem estar ainda na ressaca do mau resultado das eleições europeias. Embora as intenções de voto nos centristas tenha caído de forma marginal (para 6,6%), a avaliação de Assunção Cristas registou uma quebra idêntica à de Rui Rio e surge como a pior classificada. A presidente do CDS passou de uma avaliação de 7,9 para 5,4 entre Abril e Junho, não muito longe dos 6,2 de Rui Rio.

Este desempenho é ainda mais sombrio quando se vê os líderes dos partidos que apoiam o governo a subirem. Jerónimo recupera quase dois pontos para 9,2 valores, Catarina Martins sobe um ponto para 9,9 e António Costa volta às notas positivas, com 10,3 valores.

Nesta sondagem, aparece pela primeira vez a avaliação do líder do PAN. André Silva consegue 9,3 valores, enquanto o seu partido recolhe 4,2% das intenções de voto. Bloco e PCP têm, respetivamente, 9% e 7% dos votos segundo a mesma sondagem, que recomenda cautela na leitura das estimativas destes partidos com votações menos expressivas.

FICHA TÉCNICA

Universo: indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal com telefone fixo no lar ou possuidor de telemóvel. Amostra: aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade, atividade) e representativa do universo e foi extraída de um sub-universo obtido de forma idêntica. A amostra teve 605 entrevistas efectivas: 298 a homens e 307 a mulheres; 59 no Interior Norte Centro, 81 no Litoral Norte, 105 na Área Metropolitana do Porto, 109 no Litoral Centro, 173 na Área Metropolitana de Lisboa e 78 no Sul e Ilhas; 100 em aldeias, 159 em vilas e 346 em cidades. A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida após reequilibragem amostral. Técnica: Entrevista telefónica por C.A.T.I., tendo o trabalho de campo decorrido nos dias 13 a 19 de Junho de 2019, com uma taxa de resposta de 71,3%. Erro probabilístico: Para o total de uma amostra aleatória simples com 605 entrevistas, o desvio padrão máximo de uma proporção é 0,020 (ou seja, uma "margem de erro" - a 95% - de 4,00%). Responsabilidade do estudo: Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direcção técnica de João Queiroz.




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