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SPD encurta distância face à CDU de Angela Merkel e reforça cenário de “grande coligação”

O FDP, o partido liberal que integra a actual coligação de Governo, voltou a cair nas sondagens abaixo do limiar de votos exigível para garantir representação parlamentar. Cenário de “grande coligação” CDU-SPD volta a ganhar força.

Bloomberg
Eva Gaspar egaspar@negocios.pt 10 de Setembro de 2013 às 13:34
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A mais recente sondagem realizada pelo instituto INSA para o jornal alemão “Bild” atribui 28% de intenções de voto aos sociais-democratas do SPD, sendo este o único partido que sobe, um ponto percentual, face à sondagem anterior. A CDU/CSU de Angela Merkel mantém a liderança, com os mesmos 39%; “Os Verdes” descem de 13% para 11%; e “A Esquerda” (Die Linke) permanece com 8%.  

 

Esta sondagem sugere que o eleitorado alemão se está a concentrar nos dois grandes partidos à custa dos menores, sendo o mais castigado o FDP. O partido liberal e parceiro da actual coligação de Governo desliza abaixo do limite mínimo de 5% exigido na Alemanha para ter assento no Parlamento. Nesta mais recente sondagem, o partido liderado pelo actual ministro da Economia Philipp Rosler cai um ponto percentual nas intenções de voto para 4%.

 

Esta conjugação reforça a probabilidade de Angela Merkel ser forçada aliar-se ao seu principal adversário político, o SPD. Seria uma reedição da “grande coligação” com a qual a chanceler Merkel governou a Alemanha entre 2005 e 2009. Nesse período, Peer Steinbrück (na foto), candidato a chanceler, foi ministro das Finanças, e, não obstante algumas divergências, ambos estiveram de acordo sobre a inscrição na Constituição do país do famoso "travão à dívida", mais tarde incluído no Tratado orçamental, assinado pela esmagadora maioria dos países da União Europeia.

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