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STE diz que proposta do Governo sobre regime de mobilidade serve para "aprofundar política do medo"

O Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) criticou hoje as propostas do Governo sobre o regime de mobilidade dos funcionários públicos, considerando que as medidas se destinam a "aprofundar a política do medo".

Lusa 22 de Setembro de 2010 às 09:16
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"De acordo com estas propostas, a mobilidade só servirá para afastar os trabalhadores - que não estão afectos a determinados dirigentes - para locais mais afastados", considerou o secretário-geral do STE, Bettencourt Picanço.



Segundo os jornais de hoje, o Governo enviou aos vários sindicatos da Administração Pública um conjunto de propostas destinadas a reduzir as situações em que os dirigentes e os funcionários poderão travar a mobilidade interna dos trabalhadores.



Entre as propostas apresentadas aos sindicatos estarão inscritas a situação laboral do cônjuge, a localização da escola dos descendentes ou problemas de saúde como argumentos que poderão ser invocados pelo trabalhador para rejeitar a mobilidade especial.



"O Governo limita-se a alterar algumas regras, permitindo aos dirigentes enviar para longe alguns trabalhadores em relação aos quais têm alguma incomodidade, utilizando a mobilidade como penalização", afirmou Bettencourt Picanço.



Em declarações à Lusa, o secretário-geral do STE defendeu ainda que o regime de mobilidade deveria funcionar como forma de estimular os funcionários desmotivados ou suprir as necessidades de pessoal de alguns serviços.



"Estas alterações servem apenas para que alguns dirigentes se possam desfazer de alguns trabalhadores, para locais mais afastados", sublinhou.



O próximo passo do STE será "estudar com atenção o documento", que foi recebido na segunda-feira e, depois, apresentar um parecer.

Para o próximo dia 01 de Outubro, está já agendada

uma reunião com o secretário de Estado, Gonçalo Castilho dos Santos, acrescentou Bettencourt Picanço .

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