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Tarifas dos EUA à China deverão manter-se até depois das presidenciais americanas

Quando se realizarem as eleições presidenciais norte-americanas, a 3 de novembro deste ano, as tarifas alfandegárias atualmente em vigor dos EUA sobre produtos chineses ainda não deverão ter sido levantadas, afirmaram à Bloomberg fontes próximas do processo.

Reuters
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 14 de Janeiro de 2020 às 20:57
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A um dia da assinatura do acordo comercial parcial (chamado de "fase 1") entre os EUA e a China, o otimismo diminuiu um pouco – levando até as bolsas norte-americanas a inverterem para o vermelho depois de terem chegado a marcar novos máximos históricos.

 

E isto porque a Bloomberg relatou, citando fontes próximas do processo, que as atuais tarifas alfandegárias dos EUA sobre produtos chineses, no valor de milhares de milhões de dólares, deverão manter-se em vigor até depois das eleições presidenciais de 3 de novembro próximo, o que levou os investidores a adotarem uma atitude de maior prudência.

 

Washington e Pequim concordaram que, não antes de 10 meses após a assinatura do acordo comercial parcial (que acontece amanhã em Washington), os EUA analisarão os progressos e poderão reduzir as taxas aduaneiras ainda em vigor, no valor de 360 mil milhões de dólares de importações da China, refere a Bloomberg citando as referidas fontes.

 

Recorde-se que aquilo que o acordo de "fase um" fez, no imediato, foi travar a imposição de novas tarifas a 15 de dezembro passado. Mas aquando do anúncio desse acordo, foi referida a vontade de ambas as partes irem retirando gradualmente as tarifas impostas ao longo do último ano e meio. Agora, com esta notícia, parece que o cenário fica adiado mais para finais do ano.

 

Aliás, no passado domingo, 12 de janeiro, o secretário norte-americano do Tesouro, Steven Mnuchin, disse mesmo que o governo dos EUA não descarta a imposição de novas tarifas sobre produtos chineses caso se apercebam que os termos do acordo não estão a ser cumpridos.

 

Mnuchin lembrou ainda que o acordo que vai ser assinado amanhã constitui apenas um primeiro passo. "Esta é a primeira fase. Ainda há a segunda fase", sublinhou.

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