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Teixeira dos Santos: Partidos da oposição "andam a enganar" os portugueses

"O que eu constato dos partidos políticos da oposição, e em particular do PSD, é que andam a enganar os portugueses", disse o ministro.

Lusa 15 de Março de 2011 às 09:06
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O ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, acusou hoje os partidos da oposição, em particular o PSD, de "enganarem" os portugueses quando transmitem a ideia de que Portugal pode resolver os seus problemas sem medidas de austeridade adicionais.

"O que eu constato dos partidos políticos da oposição, e em particular do PSD, é que andam a enganar os portugueses querendo dar a ideia de que nós resolvemos os nossos problemas sem necessidade de impor qualquer sacrifício aos portugueses", disse Fernando Teixeira dos Santos à entrada de uma reunião dos ministros das Finanças da União Europeia, em Bruxelas.

O ministro das Finanças insistiu que o país tem "graves desequilíbrios que deve resolver", tendo dado como exemplo os problemas na área orçamental e da balança externa.

Teixeira dos Santos recordou que o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) actualizado será discutido na Assembleia da República, assim como é feito anualmente desde 2002, durante o mês de abril, para ser apresentado em seguida à Comissão Europeia e Conselho da UE até ao final do mesmo mês.

O ministro das Finanças sublinhou que o documento "não tem de ser votado" no Parlamento, "mas compete aos partidos na Assembleia da República decidirem o que fazer aquando dessa discussão".

"Veria com muito interesse que os partidos políticos que tenham medidas alternativas para apresentar que o façam. Estou aberto a discutir com qualquer partido essas medidas alternativas", voltou a afirmar Teixeira dos Santos.

Teixeira dos Santos apresentou na passada sexta-feira, em Lisboa, as "principais linhas de orientação" da actualização do PEC, que explicou na segunda-feira em detalhe aos parceiros de Portugal da Zona Euro.

O documento prevê o reforço das medidas de consolidação orçamental ainda em 2011 e até 2013, que foram foi "saudadas e apoiadas" pelas instâncias europeias.

O projecto foi, no entanto, muito criticado pelos partidos da oposição, tendo o presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, revelado que essas medidas não contarão com o voto dos sociais-democratas.






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