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Passos Coelho: “Temos já dados que nos permitem acreditar" que economia cresceu no terceiro trimestre

O primeiro-ministro fez hoje um balanço positivo da evolução da economia e adiantou que os dados do crescimento no 3º trimestre apontam também para valores positivos. No entanto, sublinhou que “ainda não temos por garantido que seremos bem sucedidos” e deixou recados à oposição e, nas entrelinhas, ao Tribunal Constitucional, sublinhando que estamos “a chegar ao momento da verdade”.

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Filomena Lança filomenalanca@negocios.pt 04 de Outubro de 2013 às 10:43
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“A perspectiva recessiva sobre a nossa economia não é tão negativa como a inicialmente pensada. A necessidade de cumprir metas podia importar um custo excessivo para a economia, mas hoje sabemos que a nossa economia, durante este ano, conseguiu inverter o seu declínio. O segundo trimestre foi francamente positivo e temos já dados que nos permitem acreditar que o 3ª trimestre será também ele positivo. Atingiremos este ano um crescimento de

1,8% contra 2,3% inicialmente estimado”, declarou hoje Pedro Passos Coelho no Parlamento.

 

O programa de assistência foi o tema escolhido pelo Governo para o debate parlamentar com o primeiro-ministro, o primeiro debate desta sessão legislativa, cinco dias depois das autárquicas e no dia a seguir a serem conhecidos os resultados das 8ª e 9ª avaliação da troika.

 

Passos coelho teve um discurso inicial optimista, lembrando que “o ano parlamentar que temos pela frente ganhou novas respectivas com a conclusão da avaliação [da troika]. Esta era uma meta importante que precisaríamos de atingir de forma bem sucedida, para concluirmos o programa dentro do tempo estimado”, afirmou.

 

O primeiro-ministro lembrou que “ainda não temos por garantido que seremos bem sucedidos”, mas que “nunca seríamos bem sucedidos se esta revisão não corresse bem”.

 

“Ficou agora claro que o Governo está determinado em cumprir o objectivo de voltar a ancorar a consolidação orçamental no lado da despesa”, assegurou.

 

Elencando as principais conclusões depois desta nova avaliação da troika, Passos destacou o facto de o país ter conseguido “ter um posição excedente de disponibilidade sobre o exterior”. “É hoje reconhecido pelos parceiros europeus e pelos mercados que o país não está a acrescentar dívida àquela que já tem. Pelo contrário. Ainda tem um endividamento elevado e que precisa de reduzir, mas não está a viver acima das suas possibilidades. Esta é uma condição essencial para o retorno aos mercados”, declarou.

 

O desemprego é, reconheceu, a mancha negra no balanço: “Apesar das perspectivas mais politicas para a economia, não tem sido possível apresentar uma perspectiva tão positiva para o desemprego. Ainda assim, há pelo menos seis meses que os dados apontam para uma redução continua do desemprego e estamos hoje praticamente ao nível de há um ano, o que significa que houve criação liquida de emprego, com especial incidência entre os mais jovens. Isto aponta para uma recuperação do emprego, condição essencial para garantir a coesão social”.

 

 

Momento da verdade

 

Passos deixou ainda recados à oposição e às “instituições”, nas quais se inclui, inequivocamente, o Tribunal Constitucional, que tem sido um dos principais opositores a algumas das medidas de austeridade e que terá ainda importantes palavras a dizer, nomeadamente quando a medidas como o corte das pensos da CGA ou os cortes salariais do Estado.

 

“Estamos a chegar ao momento da verdade”, declarou o primeiro-ministro. “Estamos a três avaliações [do fim do programa de assistência] e é minha convicção que temos praticamente todas as condições reunidas para concluir com sucesso o programa de ajustamento”.

 

Mas. Sublinhou, “estamos a chegar ao ponto em que precisamos de saber se implementamos ou não as medidas que são indispensáveis para que o país possa permanecer no euro respeitando o pacto e obrigações orçamentais ou se não as respeitaremos e imporemos ao país custos maiores”

 

Por isso, “precisamos de separar com muita clareza entre os que querem ajudar o país a ultrapassar esta situação e os que entendem que o País não deve cumprir os seus compromissos e dessa forma impor um custo ainda maior”.

 

Este “é um momento histórico que atravessamos” e isso deve ser “convicção de todas as instituições”. 

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