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Todos os partidos recusam coligações ou pré-acordos com o PS

O primeiro-ministro indigitado terminou esta tarde as audições com os quatro partidos com representação parlamentar e a mensagem que ouviu foi semelhante. Não há margem para coligações governamentais ou pré-acordos parlamentares, mas PSD, CDS, Bloco de Esquerda e PCP estão disponíveis para apoiar medidas que considerem positivas.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 15 de Outubro de 2009 às 19:11
O primeiro-ministro indigitado terminou esta tarde as audições com os quatro partidos com representação parlamentar e a mensagem que ouviu foi semelhante. Não há margem para coligações governamentais ou pré-acordos parlamentares, mas PSD, CDS, Bloco de Esquerda e PCP estão disponíveis para apoiar medidas que considerem positivas.

Com a audição desta tarde ao Partido Comunista Português (PCP), José Sócrates terminou a audição aos quatro partidos que elegeram deputados para a Assembleia da República.

Jerónimo de Sousa revelou aos jornalistas que “qualquer medida” que seja considerada “positiva, tem sempre a disponibilidade do PCP”.

Contudo, este possível apoio será efectuado sem pré-acordos de incidência parlamentar, assinalou o líder do PCP, que também afastou a hipótese de coligações.

“Será na discussão e aprovação do Orçamento do Estado que as coisas se clarificarão”, disse Jerónimo de Sousa, esclarecendo que “resistiremos e daremos combate a tudo aquilo que considerarmos negativo”.

Jerónimo afirmou que disse a Sócrates que o PCP acentuou ao primeiro-ministro indigitado a necessidade de avançar com “algumas medidas urgentes que se colocam” e que foram já hoje apresentadas na Assembleia da República pelo partido, estando estas relacionadas com os problemas dos “desempregados, reformados e professores, que do nosso ponto de vista são urgentes”.

A mensagem do PCP foi idêntica à manifestada pelos restantes partidos.

PSD, CDS e Bloco de Esquerda também recusaram coligações ou acordos de incidência parlamentar, mas prometeram uma “oposição responsável”, mostrando disponibilidade para apoiar as medidas que considerem ser positivas para o País.

Depois de ouvidos os quatro partidos, José Sócrates anunciou já que irá fazer uma conferência de imprensa às 20h00 sobre esta matéria. Depois de ter sido indigitado primeiro-ministro na segunda-feira, Sócrates ficou com um prazo de dez dias para apresentar o novo Governo.
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