Política Trabalhistas vão apresentar legislação para tentar travar Brexit sem acordo

Trabalhistas vão apresentar legislação para tentar travar Brexit sem acordo

O Partido Trabalhista quer apresentar legislação para travar um Brexit sem acordo entre terça e quarta-feira, antes de o parlamento ser suspenso até meados de outubro.
Trabalhistas vão apresentar legislação para tentar travar Brexit sem acordo
Reuters
Rita Faria 01 de setembro de 2019 às 21:36

O Partido Trabalhista do Reino Unido vai apresentar legislação esta semana para tentar travar um Brexit sem acordo, depois de o primeiro-ministro ter decidido suspender o parlamento até às vésperas da data limite para o divórcio, no final de outubro.

John McDonnell, responsável pelas políticas financeiras do Partido Trabalhista, avançou este domingo que os deputados "estão agora a ver como é que na terça ou quarta-feira da próxima semana podemos introduzir uma medida legislativa que nos permita impedir uma saída sem acordo sem a autorização do parlamento".

Num programa da Sky News o responsável acrescentou que "o grande objetivo desta semana é garantir a soberania do parlamento".

À BBC, Keir Starmer, outro membro do Partido Trabalhista explicou que a legislação que pretendem apresentar forçaria uma extensão do prazo do Brexit, sem dar pormenores adicionais. A menos de uma semana de o parlamento do Reino Unido ser suspenso até meados de outubro, "esta é quase certamente a última oportunidade", sublinhou.

Na semana passada, o primeiro-ministro Boris Johnson provocou uma verdadeira onda de indignação com o seu pedido à rainha para suspender o Parlamento durante a maior parte do mês de setembro e quase metade do mês de outubro, enquanto prossegue as negociações com a UE para um novo acordo do Brexit.

O pedido foi aceite pela Rainha Isabel II, o que significa que a atividade do parlamento só será retomada cerca de duas semanas antes da data-limite para a saída da UE, dando pouco tempo aos deputados para apresentarem legislação com o objetivo de travar uma saída desordenada.  

Boris Johnson também anunciou novos gastos de milhares de milhões de libras em educação, assistência social e transporte, aumentando a especulação de que se está a preparar para novas eleições.

No sábado, milhares de pessoas juntaram-se aos protestos em todo o Reino Unido contra a decisão de suspender o Parlamento, que acusam de minar séculos de democracia, limitando o debate.




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