Política Trump está convicto de que China "quer muito" um acordo comercial

Trump está convicto de que China "quer muito" um acordo comercial

O presidente norte-americano veio aliviar os receios, após a subida de tom das tensões com a China. De acordo com o líder dos Estados Unidos, Pequim está com uma grande vontade de fechar um acordo comercial.
Trump está convicto de que China "quer muito" um acordo comercial
EPA
Ana Batalha Oliveira 26 de agosto de 2019 às 19:36

Donald Trump voltou a pronunciar-se sobre o andamento das negociações comerciais com a China. Apesar de o nível das sanções aplicadas de parte a parte ter subido na última sexta-feira, o líder dos Estados Unidos garante que o contacto estabelecido durante o fim de semana aponta para uma vontade reforçada do lado chinês em conseguir um entendimento.

"Eu penso que eles querem muito chegar a acordo. Creio que essa possibilidade se elevou na última noite", afirmou Trump numa das conferências que marcaram o final da reunião do G7, o grupo das sete nações mais industrializadas do mundo, que decorreu entre 24 e 26 de agosto. "A cadeia de produção (chinesa) está a desmoronar-se como nunca, e quando isso acontece, é muito difícil recompô-la", defendeu, reiterando a vontade de um aocrdo por parte da China.

As declarações do líder da Casa Branca são proferidas no rescaldo de um escalar das tensões comerciais entre os dois países. Na passada sexta-feira, Pequim avançou com uma nova tranche de tarifas aduaneiras, a qual teve como resposta um aumento da taxa aplicada pelos Estados Unidos sobre parte das importações oriundas da China.


Reconciliação com Irão na agenda

Além das declarações apaziguadoras em relação à guerra comercial, a reunião do G7 terminou com o presidente francês, Emmanuel Macron, a lançar a esperança de um encontro entre Trump e o Irão. "O que espero é que, nas próximas semanas, tendo em conta as conversações, possa acontecer uma cimeira entre o presidente iraniano, Hassan Rouhani, e o presidente Trump", disse Macron.

França foi responsável por trazer ao encontro dos G7 o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Javad Zarif, a convite do seu homólogo francês, Jean-Yves Le Drian. Macron pretendeu uma reaproximação, sobretudo com os EUA, que impôs novas sanções a Teerão alegando que este país não cumpriu o acordo nuclear subscrito em 2015.

Tanto Macron como a chanceler alemã, Angela Merkel, sublinharam que as grandes potências industriais concordam na necessidade de desnuclearização do Irão, e que acreditam na via diplomática para atingir este objetivo. Já Trump não descartou uma "força muito violenta" como forma de contrariar o Irão, embora dissesse acreditar que este país oriental se iria "comportar bem".

Amazónia reúne acordo, renováveis nem tanto

Os países do G7 concordaram em "ajudar o mais rapidamente possível os países afetados" pelos incêndios na Amazónia e já anunciaram uma verba de 20 milhões de euros que vão dedicar para apoiar a resolução deste problema.

Apesar disto, Trump não alinha nas políticas de energia renovável que têm sido avançadas por várias outras nações. "Somos o maior produtor de energia do mundo. É uma riqueza imensa. Não vou perder essa riqueza em sonhos, em eólicas, as quais francamente não funcionam assim tão bem".

França admite reembolsar tecnológicas americanas

Emmanuel Macron assumiu que França pode vir a reembolsar as gigantes tecnológicas, caso se verifique uma diferença entre o imposto aplicado pelos franceses sobre as empresas de tecnologia e o valor que será acordado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). A partir de agora, o objetivo é alcançar um acordo internacional sobre o imposto justo a ser cobrado.

O chamado imposto Google (ou GAFA - [Google, Amazon, Facebook e Apple]) pretende taxar em 3% as empresas digitais com receitas globais superiores a 750 milhões de euros ou ganhos superiores a 50 milhões na Europa.

EUA e Japão chegam a bom porto

Na frente bilateral, Donald Trump e Shinzo Abe anunciaram um acordo comercial de princípio que permitirá aumentar as exportações agrícolas norte-americanas para o Japão. Por seu lado, os EUA deverão cancelar as suas tarifas relativamente a um grande número de produtos industriais do Japão. 




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