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TSF: Rui Rio apoia Costa e Marcelo - "O que a UE está a fazer à banca é intolerável”

O ex-vice-presidente do PSD referiu, em entrevista à TSF, esta quarta-feira, 30 de Março, que o primeiro-ministro e o Presidente da República fizeram bem em tentar “influenciar” o futuro da banca nacional.

rui rio
Miguel Baltazar/Negócios
Negócios 30 de Março de 2016 às 11:04
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Rui Rio apoia as iniciativas de António Costa e Marcelo Rebelo no que diz respeito à banca nacional. Em entrevista à TSF, o ex-autarca do Porto salientou que tanto o primeiro-ministro como o Presidente da República fizeram bem em tentar "influenciar" o futuro da banca nacional, até porque "pelo valor estratégico" que o sector tem, "o poder político, podendo, deve interferir e influenciar as grandes questões estratégicas para o país ".


O ex-vice-presidente do PSD não se coibiu de criticar o líder do seu partido, que não concorda com esta estratégia. "Se calhar não é assim para um liberal, mas tenho uma perspectiva social-democrata", referiu.


Rui Rio acredita, aliás, que é preciso enfrentar a Europa, que forçou a uma venda rápida do Banif ao Santander. "Foram 3 mil milhões num fim-de-semana, é disto que estamos a falar", adiantou, lembrando que o banco valia 675 milhões poucos meses antes da venda. "Há aqui uma certa hipocrisia quando não entraram soldados, mas entram instâncias europeias a dizer: esse banco é para ali e façam favor de por os contribuintes portugueses a pagar", lamentou o ex-presidente da Câmara do Porto.


Para Rui Rio é preciso contrariar uma "espanholização" da banca portuguesa. E a propósito das notícias que dão contada oposição do BCE à entrada de Isabel dos Santos no BCP referiu que  "uma coisa é usar poderes de supervisão, outra é prejudicar o interesse nacional. Não permitir que Isabel dos Santos entre no BCP é intolerável. Porque o que está em causa é conseguir que seja determinado banco o accionista do BCP", um espanhol, neste caso.


Quanto ao Novo Banco, o economista defende que "não pode ser vendido à pressa. Não me choca nada capitalizar o Novo Banco com dinheiro público, para ficar em condições de ser bem vendido. Se quiserem chamar a isso nacionalização, chamem, não me choca nada. Não tenho preconceitos ideológicos".


Rui Rio não irá ao congresso do PSD, este fim-de-semana, em Espinho. "Se eu lá fosse ainda me arriscava a ser um elemento central do congresso. O dr. Pedro Passos Coelho resolveu candidatar-se, com base em ter sido o mais votado (embora não o vencedor). Tem essa legitimidade, eu não quero perturbar", explicou. 

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