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Uber contrata ex-comissária europeia da Concorrência

A holandesa Neelie Kroes é uma das figuras de proa contratadas pela Uber para assessorar a empresa na guerra que trava na Europa - e não só.

Bloomberg
Paulo Zacarias Gomes paulozgomes@negocios.pt 05 de Maio de 2016 às 09:25
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A plataforma electrónica de serviços de transporte Uber - que aguarda por uma definição europeia em relação às suas regras de funcionamento e se depara com oposição dos taxistas à sua actividade - contratou a antiga comissária europeia da Concorrência e Agenda Digital, Neelie Kroes, para assessorar a empresa na resolução de questões de regulação.

De acordo com o Financial Times, que avança a notícia, a holandesa Kroes foi uma das maiores críticas, na Comissão Barroso, das limitações à expansão da plataforma Uber, e deverá agora ajudar a empresa a superar os entraves regulatórios à sua actividade, não só na União Europeia.

"A Uber precisa de comunicar de uma forma muito diferente… Têm de ter em conta que ainda há diferenças culturais. (…) E de não pensar que está toda a gente a atacá-la", admitiu a antiga comissária em entrevista àquele jornal norte-americano.

 

Além de Neelie Kroes, o comité criado pela empresa inclui ainda um antigo secretário norte-americano dos Transportes, Ray LaHood, um antigo primeiro-ministro do Peru, Roberto Dañino, um ex-presidente da Concorrência australiana (Allan Fels) e Reema Bandar al-Saud, uma defensora do emprego e mobilidade social das mulheres na Arábia Saudita. 


O grupo, com oito elementos, reunir-se-á duas vezes por ano e será remunerado em acções da empresa, que segundo o FT está avaliada em 62,5 mil milhões de dólares (54,4 mil milhões de euros). Há cerca de uma semana, a empresa noticiou a entrada de Arianna Huffington, directora do Huffington Post, para a administração da Uber.


Desde que surgiu há cerca de três anos, o serviço – que permite chamar um carro descaracterizado com motorista privado através de uma plataforma informática em mais de 300 cidades de cerca de 60 países - tem enfrentado proibições e suspensões de funcionamento em vários mercados.

 

Em 2014, quando Bruxelas impediu a Uber de funcionar na cidade, Neelie Kroes disse-se "ultrajada" pela medida. A comissária abandonou o executivo comunitário no final desse ano, cumprindo o período de nojo obrigatório de ano e meio antes de ingressar no sector privado.

A contestação ao funcionamento do Uber em Portugal levou na semana passada os motoristas de táxi a realizarem marchas lentas em Lisboa, Porto e Faro, acusando a plataforma de lhes "roubar" mais de 20% do negócio.

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