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UGT diz que reunião do Conselho de Estado não passou de "mais uma desilusão"

O secretário-geral da UGT, Carlos Silva, considerou hoje que as questões abordadas segunda-feira no Conselho de Estado "infelizmente não trouxeram nada de novo", pelo que o encontro não passou de "mais uma desilusão".

Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 21 de Maio de 2013 às 09:57
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"[O Conselho de Estado] vem dizer que é preciso mais solidariedade, mas cumprir o programa de austeridade. Ora, nós as achamos que o programa de austeridade já ultrapassou claramente as barreiras de sofrimento do povo português, portanto, compaginar as duas questões é difícil", declarou Carlos Silva.

 

O líder sindical falava aos jornalistas antes da reunião de concertação social que hoje é presidida pelo ministro-adjunto e do Desenvolvimento Regional, para discutir o novo quadro comunitário de apoio.

 

"É mais uma desilusão, a juntar às muitas que temos tido nos últimos tempos por parte dos órgãos de soberania", concluiu.

 

Questionado sobre o mesmo tema, o presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), João Vieira Lopes, manifestou-se "preocupado" com o facto de, face à situação económica em Portugal, "ter sido pouco claro o nível de profundidade com que estes temas foram debatidos".

 

O Conselho de Estado defendeu a necessidade de equilíbrio entre disciplina financeira, solidariedade e estímulo à economia, realçando a possibilidade de criação de um instrumento financeiro de solidariedade para apoiar as reformas estruturais, aumentar a competitividade e o crescimento.

 

Após sete horas de reunião, o secretário do Conselho de Estado, Abílio Morgado, leu aos jornalistas um comunicado de cinco pontos, enumerando as questões abordadas no encontro do órgão político de consulta do Presidente da República, que tinha como ordem de trabalhos o tema "Perspectivas da economia portuguesa no pós-troika, no quadro de uma União Económica e Monetária efectiva e aprofundada".

 

O Conselho de Estado debruçou-se igualmente sobre "a perspectiva do reforço da coordenação das políticas económicas e da criação de um instrumento financeiro de solidariedade destinado a apoiar as reformas estruturais dos Estados-membros, visando o aumento da competitividade e o crescimento sustentável".

 

No terceiro ponto é referido que, no quadro da criação de uma União Bancária, foi também analisada "a instituição dos mecanismos de supervisão, de resolução de crises e de garantia de depósitos dos bancos, um passo da maior importância para corrigir a actual fragmentação dos mercados financeiros da Zona Euro".

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